terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Hemoce intensifica ações para reforço do estoque no feriado do carnaval


Faltando poucos dias para o Carnaval, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) intensifica suas ações de coleta de sangue para reforço do estoque. O objetivo é garantir que o abastecimento aos hospitais seja cumprido de forma adequada, uma vez que neste período é grande o número de acidentes e, consequentemente  há maior necessidade de sangue.

Na manhã de ontem, a unidade móvel do Hemocentro esteve na Praça da Imprensa, no Dionísio Torres, captando novos doadores. A partir de hoje, a Unidade fica na Universidade de Fortaleza (Unifor). A campanha de doação de sangue do Hemoce conta com o apoio do Sistema Verdes Mares.

De acordo com a assistente social do órgão, Alexandra Paula, o Carnaval está entre os períodos mais críticos do ano em termos de estoque de sangue. "Ele vem logo após o término das férias, quando já temos uma diminuição nos nossos números", acrescenta. Para tentar reverter o quadro, explica, o Hemoce trabalha nas coletas itinerantes em alguns pontos estratégicos da cidade, facilitando, assim, o acesso da população à doação. "Muitos não têm tempo de ir até a sede, e isso já facilita muito", diz.

Os trabalhos, segundo ela, são intensificados na semana que antecede o Carnaval, e também durante o período da folia.

De hoje até a próxima sexta-feira (8), o Hemoce recebe doadores no segundo piso do Centro de Convivência da Unifor, das 9h às 18h. Já durante o Carnaval, de domingo a terça-feira, a doação poderá ser realizada no Ginásio Paulo Sarasate, durante o evento católico Renascer, das 9h às 16h. No Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro, a coleta será feita durante todo o feriadão, de 13h às 17h30.

Ainda conforme Alexandra, embora o fator RH- seja o que mais falta, o alerta serve para todos os tipos sanguíneos. "O RH+ é importante porque a maioria da população tem", ressalta. Além disso, para se ter uma quantidade razoável para o feriadão, é preciso uma média diária de 250 doações e, no momento, há apenas 150.

Solidariedade

O promotor de vendas Paulo André, 25, aproveitou a oportunidade. Doador há quatro anos, o jovem revela que não faz o gesto com mais frequência por falta de tempo. "Vi pela TV que eles estariam aqui e, como é perto de onde trabalho, resolvi doar".

Durante as quatro horas em que ficou na praça, a Unidade Móvel do Hemoce atraiu várias pessoas, muitas delas doando pela primeira vez. É o caso da fisioterapeuta Virginia Colares, 24, que pretende repetir o gesto daqui a três meses. Já sua mãe, a dona de casa Lúcia Colares, 52, não conseguiu fazer a doação, pois estava com pressão alta.

Fonte: Diario do Nordeste

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