terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Caminhoneiros estão parados a dias em atoleiros de rodovia em MT



Há vários dias, nenhum veículo conseguetrafegar pela MT-020, entre Paranatinga e Gaúcha do Norte, a 411 e 595 km de Cuiabá, por conta de atoleiros na rodovia. Uma fila de veículos, principalmente de carretas e caminhões, se formou nesse trecho. Parados, os motoristas esperam por socorro, porém, a prefeitura de Paranatinga alega que têm tentando ajudar os caminhoneiros, mas que não possui máquinas suficientes para retirá-los.

O prefeito da cidade, Vilson Pires, disse que, recentemente, uma empresa deu início ao processo de pavimentação da rodovia, porém, mal começou e já abandonou a obra depois da terraplanagem. O maior problema, segundo ele, é que a situação piorou, pois o primeiro e único trabalho da empreiteira foi retirar uma camada superficial de terra com cascalho. Sem esse cascalho e por causa da chuva intensa, surgiram os atoleiros.

“No sábado (14) fui até lá para prestar socorro, mas tinha cerca de 60 carretas e caminhões parados na estrada não tem como o município dar assistência a todos os motoristas”, afirmou o prefeito. “Está totalmente intransitável e a via está interditada, o que gera prejuízos imensuráveis aos produtores e pecuaristas da região”, pontuou. Ele disse que o município é um dos maiores produtores de soja do estado.

O município cultiva soja em 400 mil hectares e possui frigoríficos para abate de bovinos. “Temos frigoríficos e o gado está morrendo nas estradas, porque os caminhões não conseguem passar. Se tornou uma catástrofe”, reclamou Pires. Já Gaúcha do Norte está escoando milho, o que tem contribuído para o fluxo de veículos nesse período.
Ele criticou o fato de a obra ter iniciado já no período chuvoso. Com os atoleiros, o acesso aos municípios de Canarana, Água Boa, além de Paranatinga e Gaúcha do Norte, está impossibilitado. Nenhum trecho dessa rodovia possui asfalto.
Combustível de graça
No mês passado, o governador Silval Barbosa anunciou a distribuição de cerca de 5 milhões de litros de óleo diesel para as prefeituras do interior do estado durante o período de chuvas. Porém, no caso de Paranatinga, o prefeito alegou que até agora o município tem custeado toda a despesa sozinho.
Contudo, apesar da medida, Silval avaliou que, nem por isso, o estado deixaria de ter atoleiros, como todos os anos. “Um estado em que a fronteira agrícola dobrou em quatro anos, em que a fronteira agrícola avança conforme surge a logística, é um estado que muitas vezes a gente não dá conta de socorrer certas demandas”, pontuou, na época.

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