segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

BNDES quer dobrar financiamento para transporte até 2015


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende dobrar o volume de financiamento a projetos de transportes no Brasil para R$ 20 bilhões ao ano até 2015, em um esforço para melhorar a infraestrutura do País.

No ano passado, o governo revelou que pretende investir quase R$ 200 bilhões em infraestrutura nos próximos 10 anos. A ideia é entregar projetos de construção para companhias privadas, na tentativa de acelerá-los, apesar o BNDES já ter se comprometido com o financiamento de até 80% desses projetos. "O grande problema do Brasil é logística", disse Nelson Siffert, superintendente de infraestrutura do BNDES, em entrevista. "Nosso desafio é dobrar o financiamento até 2015."

A falta de infraestrutura adequada obriga as empresas brasileiras a gastarem cerca de 13% de sua receita em custos com transporte, quase o dobro do que é gasto pelas companhias dos Estados Unidos, segundo um estudo da Fundação Dom Cabral. Dois terços do que é transportado no Brasil passa por rodovias, que estão em precárias condições. Além disso, os aeroportos e portos têm operado há anos acima da capacidade, com algumas cargas ficando dias à espera do desembarque.

Ao entregar as rédeas para o setor privado, o governo espera obter 10 mil quilômetros de novas ferrovias e 7.500 quilômetros de rodovias, o que, segundo estimativas do governo, deve custar R$ 133 bilhões. As mudanças nas regulamentações dos portos deve gerar R$ 54 bilhões em investimentos até 2017, enquanto a concessão de mais dois aeroportos à iniciativa privada vai requerer investimento de R$ 114,4 bilhões.

As licitações para esses projetos começarão ainda este ano, e Siffert afirmou que o BNDES está disposto a dar suporte inicial aos operadores privados para que o trabalho comece o quanto antes. A instituição também se comprometeu a apoiar a emissão de bônus de infraestrutura. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, já afirmou que o Brasil pode emitir este ano R$ 50 bilhões em bônus de infraestrutura. Siffert estimou que esses bônus devem financiar cerca de 15% dos custos totais dos projetos.

No ano passado, o BNDES emprestou R$ 24,5 bilhões para infraestrutura, mas somente R$ 9,5 bilhões foram destinados aos transportes, com os R$ 15 bilhões restantes indo para projetos de energia. Nos próximos dois anos, a instituição prevê que os financiamentos para energia e transportes cresçam R$ 20 bilhões cada.

Siffert afirmou que o BNDES não está tão focado em projetos de energia, apesar de o País enfrentar problemas no setor, como a dependência de hidrelétricas. Segundo ele, no entanto, uma série de novos projetos estão em andamento para resolver esses problemas e a maior parte dos financiamentos já está estabelecida. As informações são da Dow Jones.
 
Fonte: EXAME


RADAR PODE REDUZIR ACIDENTES



O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou, ontem (1º), à reportagem de O Diário, que está em processo licitatório a compra de equipamentos redutores de velocidade para a Rodovia Mogi-Dutra (SP-88), além das demais estradas que compõem a malha viária estadual. A necessidade de uma intervenção no trecho de serra, no sentido de obrigar o motorista a andar mais lentamente, ficou ainda mais evidente depois que, em 10 dias, dois acidentes envolvendo caminhões foram registrados na altura do Jardim Aracy, demonstrando a insegurança do local e a total falta de responsabilidade por parte de quem dirige.

No último dia 21 de janeiro, o motorista de um guindaste de quase 70 toneladas, que seguia sentido Mogi, perdeu o freio na descida da serra e bateu em três veículos, derrubou postes de iluminação, invadiu um posto de gasolina, atravessou o canteiro central e parou a alguns metros de uma ribanceira. Já anteontem, um caminhão basculante, que também perdeu o freio, atingiu três veículos. Felizmente, em ambos os casos não houve vítimas fatais.

Porém, de acordo com o DER, atualmente o processo de aquisição dos radares eletrônicos “encontra-se adiado sine die”, ou seja, por tempo indeterminado, até o julgamento do recurso imposto por uma das empresas participantes da licitação sobre o edital.

Enquanto isso, quem trabalha, utiliza ou mora nas imediações do início da Mogi-Dutra espera pelo pior, por uma tragédia anunciada. Segundo um caminhoneiro que estava parado em um restaurante e que preferiu não se identificar por medo de retaliação, falta fiscalização sobre as condições dos caminhões que trafegam pela estrada. “A gente sabe como funciona. Eles circulam em péssimo estado, com pneus carecas, motores ruins, sistema de freio gasto, enfim, sem a menor condição de andar. Conheço alguns motoristas que possuem veículos deste porte da década de 60 e que rodam sem manutenção. É claro que um caminhão, carregado, portanto pesado, perde o freio no trecho de serra, que é descida, porque não aguenta mesmo e daí desemboca aqui no início da estrada, causando os acidentes”, explicou o motorista.

Já para o gerente de um posto de gasolina no km 1,5, Paulo Gorrera, cabe aos motoristas uma maior conscientização sobre o limite de velocidade. “A gente vê que eles passam aqui correndo demais, sem a menor preocupação, inclusive os caminhões que não podem passar por esse trecho da rodovia, mas circulam. Eles estão em uma velocidade tão alta que não conseguem frear para entrar na curva da Estrada do Pavan, que é a pista que eles podem usar”, destaca Gorrera.

A Secretaria Municipal de Transportes informa que existe um equipamento de fiscalização eletrônica instalado próximo ao Torii (portal) que, em 2012, registrou 624 multas a veículos que desrespeitaram a determinação. A atuação tem valor de R$ 85,13, com quatro pontos na carteira de motorista.

A Pasta diz, ainda, que “qualquer medida só terá total eficácia se contar com a conscientização dos motoristas sobre a importância de respeito à legislação de trânsito e sobre a manutenção correta dos veículos”.

Fonte: O diario

PREJUÍZOS E SOFRIMENTO NO MATO GROSSO



A MT 020, considerada um dos principais eixos rodoviários do Estado na região do Araguaia, que liga Paranatinga a Canarana, está interditada. Motivo: vários caminhões estão atolados em pontos diferentes, impedindo a passagem de outros veículos que, por ventura, pudesse conseguir superar o lamaçal que tomou conta da estrada. A situação é precária e há motoristas que estão há mais de 10 dias esperando para sair da estrada, contabilizando vários atolamentos.
Uma carreta bitrem carregada de uréia e cloreto esta atolada desde segunda-feira, 27, e o motorista disse que já não sabe mais o que fazer pois não tem nenhum tipo socorro para desatolar o caminhão. Uma das soluções apontadas por ele será a contratação de um guincho para colocar a carga no chão e retornar para a cidade e comunicar o fazendeiro onde o produto seria entregue.
Outro motorista também com caminhão atolado desde segunda feira disse que já faz dois dias que nao tomavacafé e que esta dependendo da ajuda de outros para se alimentar.
Um tratorista confirmou que em média tem desatolado mais de dez caminhões por semana apenas próximo da entrada da fazenda aonde trabalha.
Um produtor informou que o preço do frete tem subido cada vez mais e que chega a pagar 50% a mais na tonelada. Ainda assim, encontra dificuldades para achar alguém que deseja realizar o serviço. “São poucos que se aventuram por essa estrada porque sabe o que vai acontecer nesta época do ano” – disse. Ou seja: uma velha situação que se repete ano após ano sem que seja dada uma solução definitiva para o problema.
Outro motorista bastante nervoso e indignado afirmou que nunca mais retorna á MT 020. “Essa foi a primeira e a ultima vez que passo por aqui” – relatou o motorista.
E não são apenas os motoristas que padecem com a situação. Como período de férias escolares, muitos condutores acabam levando suas famílias nas viagens neste período do ano. Crianças estão sofrendo com o atoleiro e inospitalidade que a situação causa. As chuvas são constantes. “A gente passa o dia todo parado, atolado, sem ter o que fazer” – conta.
Nestes locais os celulares não conectam – o que complica um pouco mais a vida dos caminhoneiros. Alguns se deslocam para a cidade em busca de socorro outros ficam aguardando o tempo melhorar. “É a única forma de avisar a família, que fica preocupada achando que algo de mal aconteceu. E está acontecendo” – disse Bernardo Oliveira, que está na estrada parado a espera de um socorro.
Fonte: Top News


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

CONTROLE DA JORNADA DOS MOTORISTAS DIMINUIRÁ GASTOS COM ACIDENTES



O Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) farão, após o Carnaval, uma megaoperação nas estradas do país para impor às transportadoras e aos caminhoneiros autônomos os novos limites de jornada de trabalho definidos em lei de 2012.
A estimativa é que mais da metade das transportadoras de carga não esteja cumprindo a lei que elimina a jornada livre, e por um simples motivo: o custo maior, já que ela atinge em cheio a produtividade dos 1,7 milhão de caminhões que formam o transporte de cargas no Brasil.
Segundo levantamento do Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain), a legislação vai elevar o custo do transporte, na média, em 14%, ou R$ 28 bilhões neste ano.
Somente com essa mudança, o custo do transporte no país neste ano subirá para R$ 230 bilhões.
O objetivo da lei é coibir a sobrejornada de trabalho (acima de dez horas para funcionários de transportadoras e de 12 horas para autônomos) e os acidentes que derivam dessa prática.
Segundo o coordenador geral de operações da PRF, José Roberto Ângelo, 9.500 policiais participarão da operação Jornada Legal.
"Sabemos que isso tem efeitos econômicos, mas um acidente também tem. Um acidente fatal custa R$ 400 mil ao país. Até agora não conseguimos fazer uma megafiscalização e precisamos fazer para lançar a lei", afirma Ângelo.
Com a proibição da jornada livre, o aumento dos custos da mão de obra e a elevação do preço do combustível (esperada para este trimestre), a estimativa é que os gastos com frete no país fiquem de 30% a 50% mais caros.
MAIS CUSTO
Em algumas regiões essa marca já foi alcançada.
São os casos de importantes rotas de soja e milho de Mato Grosso. Em Sorriso-Alto Araguaia e Primavera do Leste-Alto Araguaia, o valor do frete subiu, respectivamente, 37,5% e 50%, após a lei, segundo dados da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).
Adequar um sistema de transporte às leis trabalhistas não deveria provocar tamanha confusão, diz Maurício Lima, diretor do Ilos.
"O problema é que nosso modelo logístico, baseado no transporte rodoviário, tem peso excessivo na matriz de transporte", diz Lima. Hoje, 58% da matriz de transporte do país é rodoviária.
"Então, o país saiu de uma situação de completa falta de regulação para uma regulação excessiva. Foi o que ocorreu. Para mim, o governo errou", diz o diretor do Ilos.
TEMOR DO CAOS
Todos os setores econômicos, que dependem do transporte rodoviário de carga, serão atingidos pela nova lei.
Segmentos como o agrícola e as indústrias de bebidas, de papel de celulose, de material de construção e de alimentos pagam de 6% a 8% de suas receitas líquidas em logística de transporte.
Mas pior do que pagar mais caro, é não ter o transporte. E essa é a principal preocupação do agronegócio brasileiro neste momento, um setor que contrata 10% dos fretes disponíveis no país.
O Brasil deve pela primeira vez na história colher uma safra superior a 180 milhões de toneladas --somente o plantio de soja deve render 80 milhões de toneladas.
"A situação no pico da safra pode ficar caótica. O tempo está passando e estamos ficando com pouco espaço para resolver esse problema", diz Fábio Trigueirinho, secretário-geral da Abiove.
O setor tenta nos próximos dias um socorro emergencial do governo. Pedirá à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, em audiência já confirmada, a suspensão da lei, sancionada em junho.
Fonte: Fetropar

Portaria restringe caminhão em rodovias nos feriados



O Departamento de Polícia Rodoviária Federal, vinculado ao Ministério da Justiça, proibiu a circulação de caminhões grandes nas estradas federais durante feriados e eventos no País em 2013. A medida, segundo o órgão, tem o objetivo de prevenir e reduzir acidentes de trânsito nesses períodos.

A portaria publicada nesta sexta-feira (1) no Diário Oficial da União traz restrições de horário para o trânsito dos veículos durante o carnaval, Semana Santa, Corpus Christi, Proclamação da República, Fim do Ano, Festas Juninas, e destaca como grande evento de 2013 a Jornada Mundial da Juventude, marcada para julho no Rio de Janeiro.

O documento detalha os tipos de veículos, os trechos e respectivos Estados das rodovias com restrições de circulação. Durante a Jornada Mundial da Juventude, por exemplo, a proibição vale apenas no Estado do Rio de Janeiro.

O descumprimento da medida constitui infração de trânsito e acarreta multa. O veículo autuado só poderá seguir viagem após o horário do término da restrição.

A portaria com as condições e detalhes das restrições está publicada no Diário Oficial da União.
 
Fonte: Agência Estado

Falta de banheiros no local de trabalho gera dano moral



Um servente irá receber indenização de R$ 5 mil por danos morais porque a empresa para qual trabalhava não disponibilizava banheiros no local de trabalho. A decisão da 1ª vara do trabalho da região do Cariri, no município do Crato, foi confirmada por unanimidade pelos desembargadores da 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (TRT/CE).
O operário trabalhava para a empresa Pavotec – Pavimentação e Terraplanagem LTDA nas obras da rodovia estadual CE-85, entre os municípios de Lavras da Mangabeira e Caririaçu, no Ceará. De acordo com o trabalhador, as necessidades fisiológicas de todos os empregados eram realizadas a céu aberto, porque não existiam gabinetes coletores de dejetos e nem mesmo papel higiênico.
A empresa alegava, em sua defesa, que mantinha banheiros químicos à disposição dos trabalhadores. Mas, segundo o juiz do trabalho Clóvis Valença, a Pavotec não conseguiu comprovar a existência dos banheiros nos trechos da obra onde o servente trabalhava. “É inegável que a inexistência de banheiros no local de trabalho causa uma ofensa à honra, à intimidade e à imagem do trabalhador”, afirmou o magistrado.
Em recurso ao TRT/CE, a empresa insistia que cumpria todas as normas de higiene e segurança do trabalho e que havia locado banheiros químicos para os trabalhadores. Para o relator do processo, desembargador Plauto Carneiro Porto, ficou confirmada a negligência da Pavotec. “Entende-se configurada a ocorrência de afronta à dignidade do empregado, eclodindo disso a necessidade de a empresa reparar civilmente o obreiro pelo prejuízo causado”, finalizou o desembargador.
PROCESSO RELACIONADO: 0000613-02.2012.5.07.0027
Fonte: TST

LEI DO DESCANSO: NOS ESTADOS UNIDOS, O ASSUNTO É SÉRIO


Enquanto no Brasil a recente Lei do Descanso – 12.619 – provoca discussões e resistências, nos Estados Unidos a jornada de trabalho do motorista de transporte de carga é regulamentada desde 1940. De vez em quando, a lei muda – para aumentar o descanso. A última vez foi em dezembro do ano passado: o limite de horas ao volante foi reduzido de 82 para 70 horas semanais.

O caminhoneiro norte-americano pode trabalhar até 14 horas por dia. No volante, não pode passar de 11 horas. Nas outras três, o caminhão tem que estar parado. E ao fim das 11 (ou das 14) horas, ele tem que fazer um descanso de 10 horas.

Esses limites refletem o resultado de pesquisas que avaliaram a fadiga dos motoristas nas estradas, disse o secretário de Transporte dos Estados Unidos (equivalente a ministro no Brasil), Ray LaHood, quando o governo propôs a lei atual.

Conforme dados do Instituto de Seguros dos Estados Unidos para Segurança Estradas, o risco de acidente, para o motorista de caminhão que fica ao volante mais de oito horas, é mais que o dobro do motorista descansado.

Esses limites de jornada de trabalho são parecidos com os que estão em vigor no Brasil. Os motoristas americanos reclamam. Não do salário, que lá é melhor que aqui. Mas eles também sofrem pressões das empresas para cumprir horários impossíveis. Outra queixa é uma coisa só deles: são obrigados a anotar, num diário de bordo, os horários que cumpriram a cada dia. É o diário que os inspetores vão verificar, na estrada.

Lá, a fiscalização é coisa séria – e a punição pode ser cadeia. Em 2011, os 12 mil inspetores federais e estaduais que fiscalizam os 7 milhões de caminhões existentes no país, realizaram 3,5 milhões de abordagens e verificações nas rodovias, resultando na comprovação de 1,2 milhões de violações. Desse total, quase metade – 578 mil – foi constatada no diário de motoristas: excesso de horas de trabalho, falsos diários, preenchimento desatualizado ou incorreto. A multa por não manter o diário atualizado é de 1 mil dólares por dia, podendo atingir até o valor máximo de 10 mil – mais de R$ 20 mil.
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Fonte: Revista Carga Pesada