quarta-feira, 18 de julho de 2012

Carros novos terão de ter kits antifurto a partir de janeiro de 2013



Após cinco anos de discussões, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definiu as regras para tornar obrigatória a presença de kits antifurto nos veículos vendidos no País. A partir de janeiro, 20% de todos os automóveis e caminhões novos terão de ter instalados sistemas de bloqueio e rastreamento. Em agosto, serão 100% dos veículos novos. Para as motos, o prazo de adequação para o total da frota vence em janeiro de 2014.

Os sistemas deverão estar instalados nos carros. Mas será opção de cada proprietário decidir se vai ou não pagar para manter o serviço de rastreamento, que deverá ser contratado em uma empresa privada do ramo. Já o bloqueio deverá vir funcional, com a opção de ser acionado diretamente pelo proprietário.

O projeto já havia sido adiado por cinco vezes. Entre os motivos, estava a falta de definição da tecnologia usada para manter a comunicação entre o carro e a central de rastreamento. A Deliberação 128 do Contran, que determinou o novo cronograma, foi publicada há duas semanas.

Cada fabricante (ou importador) de veículo terá de homologar seu modelo no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Uma busca feita no sistema do órgão mostra que cinco fabricantes já têm seus sistemas homologados.

Mas ainda não há certeza quanto ao impacto que a medida trará ao preço dos carros. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) não quis comentar o assunto. A assessoria de imprensa da entidade disse que as fábricas vão cumprir as regras, mas o impacto no valor dos veículos será decidido por cada montadora.

A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), que não fez parte do grupo de trabalho que discutiu o modelo, disse, em nota, que "certamente haverá repasse dos custos de introdução dos novos dispositivos, mas não temos ainda como quantificar esse valor, lembrando sempre que o comprador do veículo pode ou não ativá-los".

Atualmente, as empresas que oferecem esses kits os comercializam por preços que variam entre R$ 200 e R$ 500, mais cerca de R$ 50 mensais pela assinatura dos serviços de rastreamento.

Segurança. Uma das justificativas para a criação da medida é a possível diminuição do número de furtos de veículos e, consequentemente, do valor dos seguros. Mas a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) ainda não sabe qual será o efeito da mudança, apesar de apoiá-la. "Como a resolução não obriga o proprietário do veículo a ativar o dispositivo, as seguradoras aguardam o impacto da medida a partir da constatação da eficiência do sistema por meio da melhora dos índices de recuperação de veículos roubados", afirmou a entidade, em nota.

Já o delegado Norberto Moraes, da Divisão de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos e Cargas (Divecar), da Polícia Civil, afirma que a medida trará, sim, redução no número de ocorrências ligadas a carros. "Mas o marginal já tem meios de inibir esses sistemas", alertou. "Os fabricantes terão de oferecer sistemas eficientes." Ele disse ainda que, para coibir os furtos contra o patrimônio, as leis deveriam ser mais severas.


Fonte:Estadão

terça-feira, 17 de julho de 2012

17 veículos são roubados ou furtados por dia em Fortaleza




 
O mês de junho bateu o recorde do ano em número de furtos de veículos em Fortaleza. Foram 260, mais do que o dobro em relação as 128 ocorrências de maio. Quanto aos roubos de veículos, junho registrou 357, ficando atrás apenas de janeiro, mês marcado pela greve dos PMs, quando foram contabilizados 477 casos.

Ao todo, Fortaleza registrou 3.251 furtos e roubos de veículos no primeiro semestre deste ano, uma média de 17 por dia. Foram 1.254 furtos e 1.997 roubos. Os três bairros com mais ocorrências foram Parquelândia (75), Aldeota (68) e Parangaba (68). A Parquelândia desbancou a Aldeota, que até abril liderava o ranking.

O levantamento foi feito pelo O POVO, com base em dados divulgados no site da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Os números são referentes a todos os tipos de veículos motorizados – automóvel, motocicleta, caminhão, caminhonete, motoneta, entre outros. A SSPDS considera furto o veículo que é levado sem a presença da vítima, enquanto o roubo se configura como abordagem e assalto ao motorista. Não foram divulgados dados sobre as ocorrências em anos anteriores.

Há cinco meses, o empresário Emanuel Nogueira, 31, morador da Parquelândia, entrou para as estatísticas da SSPDS. Na primeira semana de uso e ainda sem seguro, teve o Siena roubado. Ao entrar na residência, foi abordado por dois rapazes numa moto, que lhe assaltaram, além do carro, a carteira. O veículo nunca foi encontrado. “O medo continua. Hoje procuro sempre verificar na rua algum movimento (suspeito). Até hoje faço esse procedimento”, confessa.

Tendência - O titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas, Bruno Figueiredo, reconhece uma tendência de aumento gradativo no número de ocorrências. “A gente vive uma guerrilha urbana”, avalia. O delegado atribui o crescimento ao inchaço na frota (de 2001 a 2011, a média diária de novos registros de veículos passou de 184 para 648) e a rapidez com que o receptador é liberado.

“Hoje a fiança pode ser dada até na delegacia. A pessoa que é pega com veículo roubado, furtado ou adulterado pode ser liberada até no mesmo dia, se o advogado for ágil em juntar toda a documentação. Se a gente não punir com mais severidade esse tipo de delito, a tendência é aumentar”, explica.

O delegado diz ainda que, nos últimos meses, os assaltantes de cargas têm feito uso de tecnologias capazes de bloquear os sinais de rastreadores. Nos automóveis, a tática mais comum para averiguar a presença de rastreadores tem sido deixar o carro por pelo menos um dia em locais como pátios de hospitais e estacionamentos de shoppings.

Se o veículo for resgatado por alguém, é sinal de que tem rastreador, então os bandidos desconsideram; caso não apareça o dono, o destino é a revenda das peças.

Sobre os bairros da Capital que são líderes de furtos e roubos, o delegado explica que Aldeota, Fátima e Parquelândia têm um agravante em comum: muitos carros e poucas pessoas nas ruas paralelas e transversais às avenidas. “As ruas paralelas acumulam uma grande quantidade de veículos estacionados. São áreas com atuação comercial muito forte. Você vê carros demais parados e ninguém andando. Para quem vai furtar ou roubar um carro, é ótimo”.

Os veículos mais visados pelos assaltantes costumam ser as pick-ups, como Hilux e L-200, além dos carros populares - Uno Mille, Gol e Celta. De janeiro a abril deste ano, 1.463 veículos foram recuperados pela Polícia, o que representa 66,9% do total levado pelos bandidos no período.

Entenda a notícia - A Parquelândia é o bairro de Fortaleza com o maior número de furtos e roubos de veículos este ano. Foram 75 ocorrências, entre janeiro e junho. Em seguida, vêm Aldeota (68 casos) e Parangaba (68). Dados são da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social.

Serviço - O número de roubos e furtos de veículos por bairro de Fortaleza ou município do Estado pode ser acessado no site da SSPDS. Há um link “estatísticas” na coluna direita da página. Acesse: www.sspds.ce.gov.br.

Em caso de furto ou roubo ao seu veículo, procure a Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas. Onde: avenida Godofredo Maciel – Maraponga. Vizinho ao Detran. Telefones: 3101-2489 ou 3101-2491.

Dicas - Confira cinco dicas de como se proteger.

1. Ao parar em cruzamentos desertos, principalmente à noite, deixe o carro em primeira marcha. Caso sinta a aproximação de suspeitos, não hesite: se não houver carros no outro sentido, arranque.

2. Mantenha os vidros do carro fechados e as portas travadas por dentro.

3. Películas de proteção podem dificultar a ação dos bandidos.

4. Não permaneça por muito tempo no interior de um carro estacionado em via pública. Se isso for realmente necessário, faça-o em local que permita ampla visão dos lados.

5. Equipe seu automóvel com dispositivos que dificultem a ação de assaltantes, como trava de pedais, interruptores de corrente de combustível, alarmes e rastreadores.


Fonte:O Povo - CE

segunda-feira, 16 de julho de 2012

SINDICAM JUNTAMENTE COM TRABALHADORES DA RAPIDÃO COMETA FIZERAM UMA MANIFESTAÇÃO POR MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO




Os trabalhadores da rapidão cometa paralisaram as atividades durante todo dia de hoje e apoiado pelo  sindicam-ce solicitam que sejam atendidas as seguintes pautas abaixo.


- Assalto, (Valores Altos sem escolta e sem apoio da empresa). 


- Falta de comunicação da empresa com os trabalhadores em rota. 


- Encarregados da natura estão pressionando trabalhadores com excesso de notas.


- Sem intervalos de almoço, (chegam na empresa e vão recarregar). 


- Setor operacional liga para os clientes pressionando os trabalhadores sobre os horários. 


- Sinal de rastreamento falho, (não acompanha em tempo real). 


- Melhoria no lazer interno.
                                                                                                                                


- Assedio Moral. 


- Logística só funciona somente à partir das 10h00hs.




- Vale Mensal, (não querem diários). 


-Encarregados citados pelos trabalhadores de prejudicar e assediar  


 - Suspensões abusivas. 


- Atestado perde o bônus.



Agradecemos a todos os trabalhadores a confiança posta em nosso trabalhos juntos a vocês.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Movimentação de carga no Porto do Pecém cresce 29%



A movimentação de cargas pelo Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) apresentou crescimento de 29% no primeiro semestre, em relação a igual período do ano passado, de acordo com informações da Cearáportos, empresa responsável por comandar os portos do Estado.

Ao todo, aproximadamente 1,8 milhão de toneladas (t) passaram pelo Pecém. Em 2011, essa carga havia atingido 1,4 milhão de toneladas.

Cimento - Para o resultado maior da primeira metade de 2012, o destaque foi o crescimento das importações, que atingiu a marca de 46%, representando 79% do total movimentado no semestre. Conforme a Cearáportos, o avanço das importações é resultado, principalmente, dos desembarques de 336 mil toneladas de cimentos não pulverizados (clinkers), 291 mil toneladas de carvão, 241 mil toneladas de produtos siderúrgicos e 162 mil toneladas de gás natural.

Segundo dados da Secex - Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, nas importações, o Pecém lidera, nacionalmente as movimentações de cimentos não pulverizados (clinkers) com participação de 46%, seguido do porto de Santarém com participação de 15%. Já na importação de produtos siderúrgicos, a liderança ficou com o porto de São Francisco do Sul (24%), seguido pelo Pecém, com 16%.

Daqui para fora - As exportações participaram com 385 mil toneladas, sendo que os principais produtos exportados foram os minérios de ferro (115 mil toneladas), frutas (58 mil toneladas), carnes (13 mil toneladas) e calçados com 9 mil toneladas.

Liderança de calçados - O Porto do Pecém está liderando a exportação de calçados no País, com participação de 31% dentre todos os portos brasileiros, também de acordo com os dados divulgados pela Secex.

No caso do Porto do Mucuripe, os números semestrais ainda não foram divulgados.

Os últimos referem-se ao acumulado de janeiro a maio deste ano, período em que registrou a importação de quase 12,7 mil toneladas de asfalto.

No conjunto de mercadorias movimentadas durante os cinco primeiros meses do ano, o Porto de Fortaleza teve acréscimo de 3,75% ante igual intervalo de tempo do ano passado.

Ao todo, no acumulado do ano, foram movimentadas 1,7 milhão de toneladas.

No total - 1,8 milhão de toneladas passaram pelo Porto do Pecém, no primeiro semestre deste ano. Carga inclui o que foi importado e também exportado.


Fonte:Diário do Nordeste - CE

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Novo protesto interdita BR-222



Cerca de 200 moradores do Distrito de Moreira, no Município de Umirim, a 90 Km de Fortaleza, realizaram uma manifestação, na manhã de ontem, contra as más condições da BR-222. Com faixas, cartazes e gritos, eles reclamavam da buraqueira e da paralisação das obras em parte da estrada, situação que vem trazendo transtornos tanto para motoristas quanto para a comunidade.

O protesto, que começou por volta das 8h30, aconteceu no Km 103 da rodovia, trecho localizado próximo à ponte do Riacho Moreira. Os moradores atearam fogo em pneus para bloquear a BR-222, causando um grande engarrafamento no local.

Acidentes - Após duas horas de manifestação, a comunidade entrou em acordo com agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para, aos poucos, desbloquear a estrada. Na opinião do policial rodoviário Evaldo Benevides, o ato é legítimo, já que as condições em que se encontra a BR-222 contribuem para aumentar o número de acidentes, colocando em risco a vida de vários condutores.

De acordo com o organizador do protesto, Francisco Cordeiro, a comunidade está sendo desrespeitada pelos gestores públicos. O problema, informa o morador, começa no Km 96 e termina no Km 106. "Os governantes precisam tomar as providências, porque estamos sofrendo bastante por causa desse impasse. Uma hora tem gente trabalhando nas obras, depois não tem mais", destaca Cordeiro.

Segundo ele, caso os serviços não sejam retomados até o próximo dia 14, um novo bloqueio na BR-222 será realizado em 15 de julho. "Precisamos lutar até que alguém nos dê uma resposta, não podemos ficar nessa situação. Queremos uma solução o mais rápido possível", afirma

Poeira - A poeira causada pela areia espalhada na estrada, principalmente quando os caminhões passam, é outro problema que vem tirando o sossego e a saúde da população do Distrito de Moreira. A comunidade se queixa dos inúmeros casos de doenças respiratórias que atingem, com mais intensidade, crianças e idosos.

A dona de casa Liduína Cruz Araújo, informa que o filho, de 13 anos, sofre de asma e vive tendo crises devido à poeira constante. "Ele piorou muito depois dessa obra, e o pior é que os serviços pararam. Venho gastando muito com remédios, mas não tenho conseguido controlar as crises dele por muito tempo. Acho que vai ser assim até solucionarem esse problema. Mas, infelizmente, as lideranças políticas não demonstram nenhum interesse em nos ajudar", desabafa Liduína.

A moradora Cosma Rodrigues Duarte já não sabe mais o que fazer para minimizar os transtornos. Ele cuida de três filhos pequenos e de uma tia idosa. "Até com as portas fechadas, não tem jeito, a poeira invade as casas. Temos sofrido com essa situação. O posto de saúde da comunidade vive lotado com pessoas doente", informa.

A reportagem enviou e-mail ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) comunicando a situação, mas, até o fechamento desta edição, o órgão não se pronunciou sobre o problema.

Mais informações - Polícia Rodoviária Federal, telefone: (85) 3995-3022, Francisco Cordeiro (morador), telefone: (85) 9627-8407.


Fonte:Diário do Nordeste - CE 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Roubos de cargas nas rodovias de acesso ao Porto quase dobram



As rodovias das regiões da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, que dão acesso ao Porto de Santos, aparecem na segunda posição do ranking de roubo de cargas nas estradas do interior do Estado. O Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 6, que abrange os 24 municípios, perde apenas para o Deinter 2, que reúne 38 cidades da região de Campinas, no interior.

Em maio, o índice de crimes praticamente dobrou na comparação com o ano passado na região. No quinto mês deste ano, 40 roubos s foram registrados no Deinter 6. Já, no mesmo período do ano passado foram 21 ocorrências.

Nos cinco primeiros meses do ano, foram registrados 143 roubos de cargas. Em 2011, foram 132 no período
A listagem, feita pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, aponta a localização do cais santista e o grande fluxo de mercadorias que trafegam por esta região como os principais motivos para o índice de roubo de mercadorias. Na área de abrangência do Deinter 6, as rodovias Anchieta e dos Imigrantes são responsáveis pelo escoamento e abastecimento de carga entre o Porto de Santos e as principais regiões do Estado e do País.

Já a BR-116, que passa pelos municípios do Vale do Ribeira, é responsável pela ligação viária entre o complexo santista e a região Sul do País. Os roubos também aconteceram na Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP 248/55, antiga Piaçaguera-Guarujá), e na Rodovia Padre Manuel da Nóbrega (SP 55).

Nos cinco primeiros meses do ano, período em que as estatísticas estão disponíveis, foram registrados 143 roubos de cargas nas rodovias da Baixada Santista. No mesmo período do ano passado, 132 ocorrências foram contabilizadas.

Mas, de acordo com os especialistas em segurança, a situação não é tão crítica como parece. O motivo é a forma de contagem dos crimes, realizado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Segundo o órgão, o princípio da transparência obriga que as ocorrências envolvendo roubo a caminhões ou veículos de entrega de mercadorias em área urbana sejam contabilizados como roubo de cargas. Neste caso, até assaltos envolvendo carteiros e suas bolsas de correspondência entram nas estatísticas.

Se um caminhão de bebidas tem o motorista abordado e roubado no instante em que está realizando a entrega e apenas uma ou algumas caixas do produto são roubadas, a ocorrência também é registrada como roubo de cargas. Porém, isto só acontece quando os bandidos não roubam também o veículo.

Para comprovar a discrepância entre os dados, pode-se observar os números fechados do ano passado. No levantamento do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), o total de ocorrências de roubo de cargas registradas na região chegou a 147. Já os números da Secretaria Estadual de Segurança Pública são bem maiores e alcançam 364 crimes.

O primeiro dado é referente às ocorrências envolvendo cargas de alto valor econômico, como as transportadas em contêineres. Já o segundo abrange todos crimes em que mercadorias são roubadas, independentemente do valor.

Investigações

As cargas de maior valor, que têm o Porto de Santos como origem ou destino são repassadas à receptores que comercializam as mercadorias. Neste ano, 30 pessoas ligadas a quadrilhas de roubo ou furto de cargas foram presas. Cargas conteinerizadas, de açúcar e café, são as mais procuradas por bandidos.

De acordo com órgão estadual de segurança, a recuperação de cargas roubadas ocorre com mais sucesso quando a comunicação do crime é feita com antecedência pela pessoa que sofreu o assalto. O encontro das cargas acontece em locais próximos às áreas urbanas, geralmente em periferias, longe de grandes centros.

Geralmente, os crimes são cometidos por quadrilhas especializadas, formadas por membros com funções específicas e divididas. Cada um é responsável por uma etapa do crime, desde a abordagem até a destinação final da carga. O primeiro contato com o veículo que será roubado ocorre com a utilização de um ou mais veículos, seguida da retenção do motorista, até que a carga seja guardada em local seguro para o bando.

Um grupo formado por integrantes das polícias Civil, Militar e Federal, além de membros dos sindicatos das transportadoras e dos motoristas, se reúne mensalmente para discutir formas de prevenir os roubos de cargas na Baixada Santista e no Vale do Ribeira. 


Fonte:A Tribuna On-line

terça-feira, 10 de julho de 2012

Governo propõe zerar tributos do etanol



O governo Dilma tomará um conjunto de medidas para estimular a produção de etanol no país e, assim, ajudar a Petrobras a tentar resolver seu problema de caixa.

Além da decisão de elevar para 25% o teor de álcool misturado à gasolina, o Executivo estuda ainda ressarcir os produtores por tributos pagos e até zerar algumas cobranças, como de PIS/Cofins.

Segundo a Folha apurou, a Casa Civil busca soluções para catalisar a produção nacional. Por trás dessa preocupação está a Petrobras.

A companhia estatal está com suas contas sufocadas porque precisa comprar gasolina no exterior (mais cara) para dar conta do mercado doméstico, mas não pode repassar a conta para o consumidor porque o Palácio do Planalto não deixa.

Por isso, o aumento da mistura do álcool à gasolina é providencial para a Petrobras, pois passaria a adquirir menos combustível lá fora -o Brasil exporta petróleo bruto e importa derivados.

Autoridades do Executivo disseram à Folha que a presidente Dilma Rousseff já autorizou o aumento da mistura, mas somente se houver aumento da produção brasileira de álcool.

Foi o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) quem vocalizou essa condição. "Estamos mantendo os 20%, mas a qualquer momento poderemos voltar aos 25%. Se a produção de etanol continuar no patamar em que se encontra hoje, e em que estava no ano passado, vamos mantê-la em 20%", disse Lobão, ontem.

O presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Antônio de Pádua Rodrigues, terá hoje uma reunião na ANP (Agência Nacional do Petróleo) para discutir o aumento na produção de álcool anidro em prejuízo, por exemplo, da produção de açúcar e álcool hidratado.

O álcool anidro é aquele misturado à gasolina, enquanto o hidratado vai direto no tanque de combustível.

"A safra está dada [a previsão de moagem de cana é de 509 toneladas, 2012-2013] e a indústria está pronta para atender o pedido do governo. Será o governo quem vai nos dizer se quer mais anidro em detrimento do hidratado ou do açúcar", afirmou o representante da Unica.

Crédito à cana - Sobre as outras ações para o setor, a Folha apurou que o Executivo prepara uma medida provisória para dar crédito presumido à produção de cana-de-açúcar usada para fazer etanol -hoje só há ressarcimento de contribuições pagas ao produtor que produz açúcar. A discussão agora é sobre se há espaço fiscal para tanto.

O Ministério da Fazenda é contra a proposta de zerar PIS/Cofins do etanol, mas a Casa Civil, segundo interlocutores do Palácio do Planalto, é favorável.

A operação para ajudar o caixa da Petrobras está mobilizando toda a Esplanada desde que a presidente da empresa, Graça Foster, atacou problemas nas gestões passadas. Além de citar planejamentos fora da realidade, a executiva defendeu redução expressiva nos custos, inclusive os de importação.


Análise

Aumento da mistura do álcool para 25% ajuda Petrobras e é bom para as usinas - A Petrobras tem bons motivos para pedir ao governo a volta da mistura do álcool anidro para 25%. A safra sucroalcooleira deste ano não terá grandes mudanças em relação à anterior. Isso significa que a importação de gasolina, que vem aumentando, vai continuar aquecida.

Distante do mercado externo nos últimos anos, o país não tem uma logística apropriada para a compra de um volume grande de gasolina. Falta estrutura de armazenagem nos portos, e a logística de distribuição para o interior do país é complicada.

O maior uso de álcool na grade de consumo do brasileiro traria menos prejuízo à Petrobras e diminuiria os investimentos das distribuidoras, que têm de levar esse combustível para todo o país.

Mesmo com a alta de preço liberada para a gasolina, a empresa teria prejuízos crescentes com essa evolução das importações, principalmente devido à alta do dólar.

O cenário de safra deste ano pouco muda sobre o de 2011. Mas o abastecimento, como ocorreu em 2011, deve ser assegurado.

Um aumento da mistura de álcool anidro dos atuais 20% para os 25% aliviaria o caixa da Petrobras -que teria de importar menos-, mas forçaria as distribuidoras a buscarem álcool de milho nos Estados Unidos para complementar o abastecimento.

O tempo dessa proposta da estatal, no entanto, não é o mais apropriado. O início de safra com o percentual de mistura definido em 20% fez muita empresa transformar o álcool anidro que tinha em estoque em hidratado.

O álcool anidro é o misturado à gasolina, enquanto o hidratado é o que vai diretamente ao tanque. Ou seja, a importação de álcool anidro poderá ser ainda maior.

A elevação da mistura é boa para as usinas, que podem ter uma demanda maior de anidro, produto que praticamente tem o preço garantido e rende mais.

Ainda seria uma saída para o setor porque o açúcar, o grande competidor do etanol nas safras anteriores, está com queda de preço. Queda nos preços externos do açúcar leva as usinas a produzirem mais álcool, desde que o preço fique competitivo.


Fonte:Folha de S. Paulo