quinta-feira, 22 de março de 2012

DIABETES NA VIDA DOS CAMINHONEIROS


Falta de conhecimento ou de tratamento adequado do diabetes pode colocar em risco a saúde dos carreteiros além de comprometer a segurança na estrada no caso de uma crise de hipo ou hiperglicemia

Manter hábitos saudáveis com horários flexíveis de alimentação está longe de fazer parte do dia a dia dos motoristas de caminhão. Tal rotina, os posicionam como fortes candidatos a desenvolverem doenças que, na maioria das vezes, agem de maneira silenciosa e que podem levar o indivíduo a morte se não tratada de maneira correta.

O diabetes, provocada pela deficiência de produção ou de ação da insulina, é um bom exemplo. Dados do Programa Estrada para a Saúde, realizado pela Nova Dutra, no eixo Via Dutra, mostram que dos 3.216 carreteiros atendidos no ano passado 13% apresentaram glicemia alterada. As principais consequências para aqueles que desconhecem ser portadores da doença ou mesmo os que sabem mas não realizam o tratamento correto é a possibilidade de uma crise de hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) ou hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue).

No caso dos carreteiros, que passam boa parte do tempo dirigindo, ter uma dessas crises pode comprometer a segurança na estrada. A justificativa é simples, entre os sintomas estão tremedeira, desequilibro, perda de coordenação, tontura, sonolência e visão embaçada, situações que podem levar o indivíduo a perder o controle da direção e provocar um acidente.

Pessoas com mais de 45 anos, acima do peso ideal, histórico familiar, sedentárias, hipertensão arterial, colesterol ou triglicérides alterados, devem realizar o teste para saber se têm pré-diabetes, primeiro passo para o desenvolvimento da doença.

Durante o ano, algumas concessionárias, como a NovaDutra, realizam campanhas de saúde que contemplam o exame de glicemia. (DG)

Fonte: Revista o Carreteiro




quarta-feira, 21 de março de 2012

Motoristas tentam fechar CE-359


Ibaretama Pouco mais de três dezenas de proprietários e motoristas de lotações, como são conhecidos veículos particulares, na maioria de passeio, utilizados no "taxiamento" de passageiros entre as cidades do Interior do Ceará tentaram interditar a CE-359, nas proximidades da área urbana de Ibaretama. O bloqueio seria em protesto contra o que chamam de "perseguição" do Departamento Estadual de Transito (Detran) e da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) contra esse tipo de transporte na região, conforme justificaram alguns manifestantes.
Entretanto, a tentativa de interditar a rodovia foi frustrada. Equipes da PRE e o próprio comandante do 11º Batalhão Policial Militar de Quixadá, coronel Antônio Paiva, com parte de sua tropa, chegaram rápido ao local desobstruindo a CE. Pneus já estavam incendiando quando a manifestação foi debelada.

Alguns reclamaram de alguns militares. Policiais do patrulhamento da cidade e da Força Tática de Apoio (FTA) permaneceram no local até os manifestantes se retirarem.

Proprietário de um dos veículos a circularem de Ibaretama a Quixadá transportando passageiros, o motorista Elídio Martins, criticou a postura adotada pelo Detran. Segundo ele, na quarta-feira passada, dia 14, seu Escort acabou capotando a alguns quilômetros dali, quando era perseguido pelos fiscais do órgão estadual de trânsito. Estava transportando passageiros e por pouco o acidente não se transformou numa tragédia. Fugia com medo de ter seu carro apreendido.
Multa


Quem também reclama é o taxista Francineudo Ferreira. Embora o seu veículo tenha placa vermelha, com inscrição de Quixadá, sempre leva multa quando os passageiros querem ir um pouco mais além, para alguma cidade vizinha. Ibaretama é uma delas.

Outra queixa dele é alusiva ao valor das multas aplicadas. Chegam a mais de R$ 900,00, quando o Código de Trânsito estabelece o valor pouco superior a R$ 80,00 pela infração de transporte irregular de passageiros.

Passageira diária das lotações, Luiza Aguar Rabelo defende o uso desse tipo de veículo. Para ela, apesar de existirem ônibus e vans com mais frequência, mesmo assim há demora para passar um desses tipos de coletivo pela estrada.

Além da perda de tempo, geralmente estão lotados. Nos veículos pequenos, os automóveis, como só cabem cinco passageiros, sempre viaja sentada. Outro aspecto observado pela usuária, além do preço, é a vantagem de parar na porta de casa.

Ninguém assumiu a liderança da manifestação, por temerem represálias.

Contatos telefônicos com mensagens através de e-mail forma mantidos com o Detran, mas até o encerramento desta edição o órgão estadual não havia se pronunciado sobre a situação.
ALEX PIMENTEL

COLABORADOR

terça-feira, 20 de março de 2012

Multidão participa de procissão em homenagem a São José


Milhares de fiéis compareceram à procissão de São José que foi seguida de missa solene, presidida pelo arcebispo de Fortaleza. O trajeto dos fiéis foi por entre as ruas que contornam a Catedral
As ruas que contornam a Catedral Metropolitana de Fortaleza receberam um brilho especial. Milhares de fiéis acompanharam a tradicional procissão de São José. A caminhada passou pelas ruas ao redor da igreja e foi finalizada ainda na Catedral com missa solene presidida por dom José Antonio Aparecido Tosi, arcebispo de Fortaleza.
 Foram cerca de 5 mil pessoas louvando e acompanhando a imagem do santo no trajeto que durou exatos 60 minutos. Os dados são de uma das coordenadoras da festa, Regina Pereira Castelo Branco.
As rezas se misturavam entre a diversidade de pessoas. Eram crianças, idosos, mulheres, homens louvando ao padroeiro do Estado, São José. A demonstração de fé surgia da passada devagar de dona Irani Gonçalves. “Tive um AVC, não posso andar muito rápido”, explicou a dona de casa. Apesar da limitação, ela disse não se importar com as dores, nem tonturas que surgiam com os esforços. A importância daquele momento era de agradecer. “Agradecer a vida que ele me concedeu mesmo depois do AVC, agradecer o amor, agradecer as pessoas que nos cercam”, emocionou-se a dona de casa.
As reclamações dela surgiam com o passar das ruas. “Parece que esses buracos no meio das calçadas e no asfalto aumentam nosso sacrifício”, disse a senhora. Ela agradecia até mesmo a presença da reportagem, que podia “transmitir a emoção e a glória do momento”.
Os passos de dona Irani se confundiam com o de Ana Cláudia Sousa, 9, que segurava fortemente a mão de sua avó. A menina cantava as orações de São José. “Aprendi porque é a segunda vez que venho”, disse ela.

Missas
Durante todo o dia de São José celebrações foram ofertadas ao santo. Na Catedral foram quatro missas em horários diversos.
Às 8h30mim foi ofertada a missa dos Idosos e dos doentes. A missa dos Josés reune, todos os anos, centenas de pessoas a Sé. Ela ocorre às 10 horas. Ao meio dia ocorreu a missa destinada às crianças e adolescentes. Às 16 horas, a Sé celebrou a missa da família. (Roberta Arrais robertaarrais@opovo.com.br) 
ENTENDA A NOTÍCIA
Desde o dia 10 de março novenas foram organizadas pela Catedral Metropolitana de Fortaleza com o intuito de homenagear São José. A festa do padroeiro tinha como tema “Com São José, Cuidemos da Saúde”. No dia do santo, 19 de março, foram celebradas quatro missas e uma procissão na Sé.

Serviço 
Horários das missas na Catedral aos domingos
Às 10 horas ; 12 horas; 18h30min; 20 horas.

Endereço: Rua Sobral, nº 1, Centro
Informações: (85) 3388 8702
Fonte: O  Povo

sexta-feira, 16 de março de 2012

Bacteria dois óbitos com suspeita de KPC


Geralmente, os casos são restritos a pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), segundo a Sesa

A morte de dois pacientes que estavam em tratamento de câncer no Instituto do Câncer do Ceará (ICC) pode ter sido ocasionada por uma bactéria super resistente chamada Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC). Um terceiro paciente, também com suspeita de estar com a bactéria, encontra-se em área restrita do hospital, em prevenção de contato.

Reginaldo Ferreira da Costa, diretor clínico da unidade, informa que foram feitos exames laboratoriais para constatar se realmente trata-se da bactéria KPC. O resultado está previsto para ser divulgado em cinco dias. No entanto, o médico deixa claro que são apenas suspeitas e que o ICC não está vivenciando nenhum surto da bactéria.

Com a suspeita, explica o diretor, o procedimento a ser desenvolvido pela Comissão Interna de Controle de Infecção Hospitalar é no sentido de intensificar as ações de controle de contato, com intuito de evitar a transmissão da bactéria para outros pacientes, o pode ocorrer por contato direto e não pelo ar. A KPC é uma bactéria super resistente que tem capacidade de desenvolver quadros infecciosos bastante intensos, mas o tratamento acaba sendo, como no caso de outras bactérias, com uso de antibióticos e prevenção de contato.

A dificuldade maior é para identificá-la, pois não existem muitas diferenças de quadro clínico para as outras infecções. Segundo Costa, um dos sinais que sugerem que seja KPC é quando a bactéria apresenta crescimento mais intenso.

Pessoas com diagnóstico de câncer, que estão com as defesas reduzidas, tornam-se mais susceptíveis à doença. Para evitar uma situação de pânico entre os pacientes, o diretor alerta que o fato de terem casos suspeitos não significa dizer que o hospital inteiro está em surto. "Os pacientes que estão em tratamento devem continuar, pois não existe risco de transmissão nem para eles e nem para os profissionais que estão em contato".

O Instituto do Câncer realiza, por mês, uma média de 22 mil atendimentos e 450 cirurgias.

Infecção

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), a KPC é uma infecção hospitalar que acomete, principalmente, pacientes que estão debilitados, imunodeprimidos e que passam muito tempo internados em leitos de UTI com uso prolongado de antibióticos de amplo espectro.

Manoel Fonsêca, coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, informa que a KPC é uma bactéria muito comum em ambientais hospitalares. "Todo mês, em alguma UTI do Ceará e do Brasil, morrem pacientes vítimas de KPC. Não temos como evitar que as pessoas que estão expostas a uma patologia crônica peguem uma bactéria super resistente".

Os hospitais não são obrigados a informar à Sesa os casos da bactéria porque elas não têm capacidade de causar epidemia. Geralmente, são situações restritas de pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). "A KPC é uma bactéria que provoca pneumonia, não é de notificação compulsória e é muito comum em hospitais".

No caso de pacientes infectados com bactérias multi resistentes, explica Fonsêca, os médicos têm de usar antibióticos de última geração por causa da grande resistência que possuem aos antibióticos. Ainda assim, alguns respondem positivamente e outros não. "As pessoas têm que ter em mente que, certamente, o paciente que pegou a bactéria já possui uma doença grave e prolongada, caso contrário não estaria numa UTI, e possivelmente a bactéria só apressou o desfecho da causa da doença".

Alguns cuidados que podem ser tomados para evitar a transmissão da bactéria super resistente são a utilização de luvas e máscaras por todos os profissionais que trabalham em hospitais. Além disso, é muito importante que tenha um local onde eles possam lavar as mãos com frequência com álcool em gel.

Como prevenir

1. Os profissionais de saúde devem higienizar as mãos frequentemente, antes e após contato com pacientes, e depois do contato com superfícies próximas ao paciente

2. No caso de suspeita de um paciente portador de KPC ou de outras bactérias multi-resistentes a antibióticos, deve-se isolar o paciente, disponibilizar avental, luvas e máscaras cirúrgicas para os pacientes e acompanhantes

3. As Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) devem estabelecer normas no uso racional de antibióticos para infecções hospitalares e serem rigorosos em sua liberação

4. Os acompanhantes devem higienizar as mãos frequentemente

LUANA LIMA

REPÓRTER

quinta-feira, 15 de março de 2012

Rachel defende a greve nacional dos professores

A deputada Rachel Marques (PT) declarou apoio à greve nacional dos professores, segundo a parlamentar, prevista para os próximos três dias. A petista apontou que uma das reivindicações dos profissionais é a aplicação do reajuste de 22% do piso, anunciado recentemente pelo Ministério da Educação (MEC).


De acordo com a deputada, com o reajuste, o valor do piso do professor de nível médio passou para R$ 1.541,00, mas alerta que há uma compreensão de que o valor deva ser ajustado para aqueles profissionais que tem graduação, especialização, mestrado ou doutorado.


O reajuste de 22% anunciado pelo MEC gerou discussão entre muitos prefeitos e governadores do País, que alegaram não terem condições de custear o aumento. O próprio ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reconheceu que o reajuste é elevado e que algumas prefeituras terão dificuldade com as novas folhas de pagamento.


Governadores chegaram a se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), para pedir a aprovação de um projeto de lei que altere o critério de correção do piso, que passaria a ser feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação.


Conforme Rachel Marques, a secretária de Educação do Estado, Izolda Cela, já deixou claro que vai pagar o aumento referente ao piso. Assim como o Ceará tem condições de pagar os 22% de reajuste, os outros estados também podem arcar com o novo valor do piso, segundo Rachel Marques, isso porque, destacou, há uma complementação destinada pelo Governo Federal.


Complementação


A parlamentar lembra que, de acordo com a Lei do Piso, em seu artigo quarto, está prevista a complementação de verba para aqueles estados e municípios que comprovarem não ter condições de pagar o piso salarial do magistério. "Não justifica o estado deixar de pagar o piso por falta de recursos", opinou.


Porém, para requerer a complementação, é necessário atender algumas exigências, alertou a deputada, como comprovar a aplicação de 25% dos recursos em educação e demonstrar o impacto que a Lei do Piso causa ao estado ou ao município. Rachel Marques aponta que o reajuste também está previsto na Lei do Piso, em seu artigo quinto, onde diz que será atualizado anualmente, em janeiro.


Sobre a greve nacional dos professores, a parlamentar informou que, no Ceará, está sendo organizada por sindicatos e associações como o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute). Dentre as reivindicações, aponta, estão: aplicação de 10% do PIB na educação, implementação universal da Lei do Piso e destinação de um terço da jornada para atividades extraclasse.

Fonte: Diario do Nordeste

quarta-feira, 14 de março de 2012

PALAVRAS DO PRESIDENTE DO SINDICAM-CE


Olá galera! Hoje estou igual a uma criança quando ganha um brinquedo novo, de tanta felicidade.  Pois conseguimos nosso novo endereço, uma casa bem mais aconchegante e acolhedora, onde podemos receber nossos associados com melhor dignidade.

 É companheiros! Em apenas oito meses já uma subsede em Juazeiro do norte-CE, e aqui em Fortaleza nossa casa nova, com maior conforto para a família sindicam, a cada dia meus irmãos e irmãs, vamos trabalhar para melhor lhe atender, Pois são assim meus caros companheiros e (as) que se administra com seriedade e respeito a toda a categoria, dando-lhe condições digna de atendimento e informações de nossos compromissos assumidos de campanha.
Fonte: Sindicam-ce 

terça-feira, 13 de março de 2012

Servidores municipais realizam manifestação


A Prefeitura informa que está em negociação com os sindicatos que representam as categorias

Os agentes de saúde e sanitaristas, em campanha salarial desde janeiro e em greve há 46 dias, realizaram uma manifestação, na manhã de ontem, no prédio da Assembleia Legislativa do Ceará. A categoria está sem receber novas propostas da Prefeitura de Fortaleza, há 30 dias, de acordo com o diretor do Sindicato dos Agentes de Saúde e Sanitáristas no Estado do Ceará (Sinasce), Gentil Rodrigues.

"Nós não viemos aqui para ocupar o prédio, nós só queríamos chamar a atenção do Poder Legislativo para a nossa situação", explica Rodrigues. O diretor do sindicato afirmou, ainda, que o Ministério Público está julgando a legalidade da greve, conforme pedido da Prefeitura.

Segundo o diretor do Departamento Legislativo, Carlos Alberto Aragão, os agentes quiseram invadir o plenário, mas desistiram da ideia quando foram informados de que não há sessões às segundas-feiras.

Conforme o Sindasce, o presidente do sindicato chegou a se reunir com o líder do Governo na Assembleia, o deputado estadual Antônio Carlos. Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 16% e um aumento na ajuda de custo diária, de R$10 para R$13. Até o momento, a prefeitura ofereceu 3,1% para os vencimentos base e um equivalente a 31 centavos a mais na ajuda de custo diária dos agentes sanitaristas. No início da greve, o pedido de aumento de salário era de 33%, mas foi reduzido para 20% e, agora, está em 16%. "Deixamos claro que não queremos continuar com a greve, mas não há resposta da prefeitura, mesmo depois de termos baixado o pedido de reajuste", afirma a agente Ana Karyne da Silva.

Uniformes

Os grevistas alegam também que a gestão municipal não fornece fardamento, o que dificulta o trabalho da categoria. "Já passei um dia sem trabalhar porque não tinha farda e as pessoas não me deixaram entrar nas casas", conta o agente Danilo da Silva.

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria de Administração do Município (SAM), informa que está em negociação com os sindicatos que representam os agentes de saúde e de endemias. "Todo nosso esforço é para chegar a um entendimento sobre o salário de 2012 e cumprir o acordo coletivo de trabalho firmado com os sindicatos".

A assessoria de imprensa da SAM diz que a licitação do fardamento já foi realizada. Além disso, houve a antecipação da data base de maio para janeiro de 2012 e o salário base deve ser definido no valor de R$ 632,00, a partir de janeiro deste ano.
Fonte: Diario do Nordeste