quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Mais empresas para administrar frete eletrônico


ANTT quer ter entre 15 e 20 operadoras atuando com o cartão-frete no mercado ainda neste semestre.
O setor de transporte rodoviário de cargas já conta com dez empresas autorizadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a atuar como administradoras do pagamento eletrônico de frete, conhecido como cartão-frete.

Na última terça-feira (07/02), quatro resoluções publicadas no Diário Oficial da União oficializaram as empresas Banco Bradesco S.A; Fastcredi Ltda., NDDigital S/A e a Caruana S/A como novas administradoras.

Elas se juntam à Repom S/A; Road Card Soluções Integradas em Meios de Pagamentos S/A; GPS Logística e Gerenciamento de Riscos S/A; DBTrans S/A; Policard Systems e Serviços S/A e Ticket Serviços S/A.

O pagamento de transporte de cargas com a carta-frete está proibido em todo o país. Até o dia 23 de janeiro, a fiscalização da norma era feita apenas de forma educativa pela ANTT. Mas, desde então, a instituição já pode multar quem desrespeitar as regras.

De acordo com o superintendente de serviços de transporte cargas da ANTT, Noboru Ofugi, a Agência pretende habilitar entre cinco e dez outras operadoras de pagamento eletrônico dentro dos próximos três meses. As novas empresas homologadas têm um prazo de 60 dias para entrar em operação com seus cartões-frete.

Redação: Aerton Guimarães
Fonte: Agência CNT de Notícias

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Câmara busca aprovar projeto pró-saúde do caminhoneiro


Segundo a proposta, os exames serão repetidos com frequência variada, levando em conta a idade do trabalhador e sua condição de saúde, mas devem ser realizados em intervalos mínimos de dois anos.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3030/11, do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que obriga os motoristas de caminhão autônomos a realizarem exames médicos periódicos. As regras quanto à periodicidade dos exames, à exigência de eventuais exames complementares e aos mecanismos de controle para garantir a aplicação da lei serão definidas pelo Executivo. A determinação entrará em vigor 180 dias depois da sanção da lei. O projeto é semelhante ao PL 2895/08, do ex-deputado Barbosa Neto, que foi arquivado com o fim da legislatura anterior.

Aguinaldo Ribeiro lembra que a legislação não exige de autônomos a realização de exames médicos. "Dificilmente esse profissional terá a consciência e a motivação necessárias para submeter-se a exames preventivos, colocando em risco não apenas seu bem-estar, mas também a vida da população geral que trafega pelas estradas brasileiras", argumentou.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Para Cid, anistia a PMs é ´frouxidão´


Ausência de punições foi condição para policiais encerrarem greve no Ceará em janeiro e agora é exigida na Bahia

Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", o governador do Ceará, Cid Ferreira Gomes, afirmou ontem, em entrevista, que a greve de policiais militares deve ser considerada "crime federal" e que conceder "anistia" aos manifestantes é "frouxidão".

O Ceará foi o primeiro estado do Brasil a enfrentar uma greve de PMs em 2012. O movimento começou ainda em 29 de dezembro do ano passado e persistiu até 4 de janeiro. A ausência de medidas administrativas contra os grevistas foi uma das condições impostas pelos líderes do movimento ao governo estadual para suspender a paralisação, que provocou uma onda de pânico em Fortaleza e algumas cidades do Interior, em meio a registros e boatos de aumento de ocorrências policiais.

Na Bahia, os grevistas também reivindicam não serem penalizados pela paralisação, proibida por Lei aos PMs. O governador da Bahia, Jacques Wagner (PT), afirmou que não concederá "anistia", inclusive porque só o Congresso Nacional pode aprovar lei anistiando policiais que cometem crimes militares.

Conforme a matéria, "sem fazer referência à greve de PMs na Bahia", o governador afirmou que "na hora que se concedeu a anistia, isso é uma frouxidão". "Greve não é uma iniciativa de quem quer negociação. Greve é uma medida extrema", disse.

A reportagem do Diário do Nordeste entrou em contato com a Assessoria de Comunicação do governador, que preferiu não comentar o assunto. Segundo a "Folha", Cid alertou que o governo federal esteja preparado para enviar grandes efetivos de segurança em casos de paralisações de policiais que, acredita, podem se repetir em outros estados, como na Bahia.

Para o governador, as atuais greves têm sido articuladas depois do movimento nacional da categoria pela aprovação da PEC 300, projeto de emenda constitucional que visa unificar os pisos salariais das PMs.

"A PEC não andou, mas essa luta permitiu que eles se conhecessem nacionalmente, trocassem experiências, e resolveram fazer esses movimentos", cita.

EUA desaconselham

O governo dos EUA recomendou aos cidadãos americanos que adiem viagens "não essenciais" à Bahia. De acordo com alerta publicado no site da Missão Diplomática dos EUA no Brasil, os cidadãos devem adiar as viagens "até que as condições de segurança estejam estabilizadas" com o fim da greve.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, chamou de "vandalismo" a atitude de alguns policiais em greve na Bahia. Ele afirmou que a União tem condições, se preciso, de elevar o efetivo de 4 mil homens do Exército, da Força Nacional e da Polícia Federal que atuam no Estado devido à greve.

O objetivo do Palácio do Planalto é demonstrar força contra a greve dos PMs na Bahia e evitar que essas mobilizações se alastrem por outros estados. "A intenção é mostrar que há Estado no Brasil", disse um ministro próximo de Dilma.

INSEGURANÇA

93 homicídios foram registrados na Bahia durante os seis primeiros dias de greve, segundo dados informados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado

PMs e Exército em confronto

Salvador Pelo menos cinco confrontos foram registrados ontem entre policiais militares em greve e homens do Exército que cercam a Assembleia Legislativa da Bahia, onde os manifestantes estão acampados desde a última quarta-feira, 1º, dia seguinte ao início da paralisação.

O número de homicídios no Estado nos seis primeiros dias de greve chega a 93, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Considerando apenas os casos registrados em Salvador e Região Metropolitana, o percentual supera em 129% o da semana anterior.

Ontem, pouco antes de meio-dia, cerca de 300 grevistas e familiares tentaram furar o bloqueio feito por cerca de 600 homens do Exército que cercavam a Assembleia. O objetivo dos manifestantes era se juntar aos policiais que estão no prédio. O número exato de grevistas dentro da Assembleia é incerto.

Já os militares pretendiam auxiliar a Polícia Federal no cumprimento de 11 mandados de prisão contra PMs grevistas. Até o fechamento desta edição, a desocupação do prédio poderia começar a qualquer momento.

O Exército reagiu com balas de borracha e bombas de efeito moral. Os manifestantes chegaram a jogar dois tijolos e dois sacos de carvão contra a tropa das Forças Armadas.

Mais cedo, pelo menos outros três confrontos ocorreram. Uma pessoa foi atingida nos dois pés e outra foi alvejada na barriga.

Por volta das 16h30, um novo confronto foi registrado entre PMs e militares. O exército tentou descarregar tapumes de alumínio, para tentar impedir o contato visual entre os manifestantes que estavam dentro e os que permaneciam fora da Assembleia. Os grevistas colocaram as peças de volta no caminhão, enfrentando cerca de 40 homens do Batalhão de Choque.

Fonte: Diario do Nordeste

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Nos ônibus, sufoco é ainda maior “lotação”


O transporte público poderia ser uma solução para os problemas do tráfego da Capital, mas trazem dor de cabeça

O caos nosso de cada dia no trânsito seria resolvido caso as pessoas que têm carro optassem pelo transporte público? Mas será que o número de coletivos seria suficiente para comportar todos nas horas mais movimentadas? Em Fortaleza, o carro é sinônimo de status ou de necessidade? Por que a bicicleta ainda não é uma alternativa de locomoção? Não a utilizamos porque as ciclovias são insuficientes ou porque tal prática não nos interessa? O futuro metrô vai melhorar a vida dos fortalezenses? Como será o trânsito na Copa do Mundo?

São muitas as questões que giram em torno da mobilidade ou, por que não dizer, imobilidade urbana da Capital? O problema afeta a todos, seja quem anda em transporte público ou particular. No entanto, para quem tem o coletivo como o único meio de locomoção, o estresse é maior e o sentimento em relação a uma possível melhoria é de descrença.

Ônibus que demoram, filas que dão curvas e se misturam às outras, empurra-empurra para entrar no veículo, desorganização, desrespeito, discussão, gente espremida nas portas dos coletivos para não chegar tarde no trabalho e motoristas que realizam o desembarque de passageiros onde não deveriam. Essa é a realidade dos terminais da cidade nos horários de pico.

"Quando saio de casa, às 5h, já pego o ônibus lotado e sempre vou em pé. No terminal, pego outro coletivo cheio e vou em pé de novo. Saio do trabalho às 17 h e, mais uma vez, não vou sentado", reclama o mestre de obras José Cirilo da Silva, 53.

Na opinião dele, que mora em Messejana e trabalha no Papicu, a frota de ônibus deveria ser maior. "A briga por um espaço no coletivo é grande. A gente paga R$ 2 por uma passagem que se torna cara porque ninguém anda com conforto". Já o auxiliar de costureira Rondinele Soares Lima, 25, se maldiz da baixa frequência dos ônibus no Castelão, bairro onde mora. "Se eu perder o que passa às 6h, tenho que esperar mais 40 minutos pelo outro. O jeito é andar espremido para não levar bronca do patrão. Quando chego no trabalho, é como se não tivesse tomado banho", brinca, dizendo que está economizando dinheiro para comprar uma moto.

Condições de trânsito

Para o presidente da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), Ademar Gondim, as lotações nos ônibus na Capital se restringem a algumas linhas e acontecem apenas nos horários de pico. Pela manhã, das 5h30 às 7h30, e à tarde, das 16h30 às 19h30. Segundo ele, existem 1.390 em Fortaleza.

Por isso, acredita que o problema da cidade não é a falta de ônibus, mas as difíceis condições de trânsito, que impossibilitam os coletivos de trafegar numa velocidade maior. "Se colocarmos mais veículos nas ruas, é só para eles ficarem parados", argumenta Gondim. O presidente da Etufor acrescenta que as faixas prioritárias e corredores exclusivos para ônibus e vans em algumas vias da cidade - que devem ser implantadas ainda neste ano - irão melhorar a vida daqueles que utilizam o transporte público diariamente.

Atualmente, a velocidade média dos ônibus em Fortaleza é de 10 a 12 Km/h. A expectativa é de que, com a implantação das faixas e corredores, essa média suba para 20K/h. Ademar Gondim considera que o carro ainda é uma alternativa barata e atraente, pois, no veículo particular, o condutor tem mais privacidade e ainda pode estacionar por um preço acessível. "Isso quando os motoristas não colocam os veículos nas ruas", destaca.

Ele também informa que ações para evitar tal prática são trabalhadas pela Etufor e pela a Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC). Acrescenta que vários projetos estão em execução pelo órgão e serão analisados pela Prefeitura.

Transfor vai priorizar coletivos

Baseado nos conceitos de coletividade, mobilidade urbana sustentável e acessibilidade universal, o Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor) foi implantado na cidade em 2007 com o objetivo de priorizar o transporte público, diminuindo o tempo das viagens, os custos do transporte, o tempo de embarque e desembarque dos passageiros, além de aumentar a segurança no trânsito de veículos e pedestres.

A primeira etapa do programa, conforme a Prefeitura, está em andamento desde maio de 2008, com a execução de alargamentos, restaurações viárias, implantação do corredor Antônio Bezerra-Papicu, interligando os dois terminais, que também serão ampliados. Estão previstas ainda as construções de túneis e viadutos em algumas vias.

No total, informa o órgão, são 45 Km de corredores de transporte, 14 Km de duplicações e alargamentos viários, 23 Km de restaurações viárias, 30 km de ciclovias, 82 Km de rede de drenagem, 164 Km de calçadas padronizadas e acessíveis, ampliação e humanização de quatro terminais de integração, obras como túneis, viadutos, passarelas e 122 semáforos inteligentes, por exemplo. O Transfor informa que irá priorizar o transporte público, com a implantação dos corredores exclusivos para a sua circulação: Antônio Bezerra/Papicu, Augusto dos Anjos/José Bastos e Senador Fernandes Távora/Expedicionários.

Já a segunda etapa inclui os corredores Siqueira-Centro e Conjunto Ceará-Centro, com a ampliação dos terminais do Siqueira e da Parangaba, túnel no cruzamento das vias Eduardo Perdigão com Osório de Paiva (Parangaba). Haverá também restauração de vias. Já o 1º Anel Viário será alargado no trecho entre as vias Padre Cícero e Bezerra de Menezes (Benfica/Farias Brito/Parque Araxá/Rodolfo Teófilo).

O Transfor prevê a construção de mais 30 Km de ciclovias na cidade. Hoje, Fortaleza conta com 67 Km, incluindo 2Km já implantados pelo Transfor na Avenida Mister Hull.

A implantação de bicicletários nos terminais também está prevista para permitir a integração com os ônibus.

A previsão é de que todas as obras estejam prontas até o fim deste ano, quando termina a gestão da prefeita Luizianne Lins. O prazo preocupa, pois ainda há muito a ser realizado.

RAONE SARAIVA

ESPECIAL PARA CIDADE

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Servidores do Ipem cruzam os braços, e onda de paralisações chega a cinco órgãos em Fortaleza


Servidores do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) iniciaram paralisação na manhã desta sexta-feira (03).
Este é o quinto órgão da administração municipal que está em greve ou em estado de greve. Os cerca de 130 servidores do Ipem cruzaram os braços até as 10 da manhã desta sexta, e irão manter esta rotina de paralisações no período diurno, entre 7 e 10 horas, até a próxima quarta-feira, 08/02, quando haverá assembleia.
De acordo com a assessoria do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort), na próxima quarta-feira, ao fim da paralisação, os servidores do Ipem participarão de assembleia onde poderão declarar a greve por tempo indeterminado.
O Ipem localiza-se na Avenida Luciano CArneiro, 1320, no bairro Vila União. Além dos servidores na Capital.
Cidade paralisada
A onda de paralisações que assola Fortaleza conta com os servidores municipais da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC), e guardas municipais, que paralisaram, mas voltaram às atividades ainda no mês de janeiro, e sem muitas conquistas, prometem ainda entrar em greve.
Desde o último dia 27/01, agentes de saúde e endemias estão em greve. Já os servidores do Samu, Instituto Doutor José Forta (IJF), Centro de Adentimento à Crianca (Croa), "Frotinhas" de Antônio Bezerra, Messejana e Parangaba e do "Gonzaguinha", de Messejana, terão sua greve referendada nesta sexta-feira (03/02), em outra rodada de reuniões.
Fonte: Diario do Nordeste

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

269 caminhões circulam em um intervalo de duas horas


Para a AMC, o número mostra que existe a necessidade urgente de se ampliar a restrição a esses veículos
Se já é difícil circular nas avenidas de grande fluxo de Fortaleza devido à concentração de veículos pequenos, imagine quando centenas de caminhões com três eixos ou mais resolvem circular durante os horários de pico. A situação tende a piorar ainda mais quando os veículos começarem a se misturar com dezenas de homens trabalhando nas obras para a Copa do Mundo. Durante os jogos, então, a situação deve ficar insustentável.
Diante dessa problemática, a Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) realizou uma pesquisa sobre o volume de caminhões que circulam durante os horários de pico em seis trechos da Capital. De acordo com a avaliação do órgão, a situação mais crítica ocorre em um trecho correspondente a dois quilômetros, localizado entre as avenidas Raul Barbosa, Murilo Borges até o viaduto da Alberto Craveiro. Entre 17h e 19h, a AMC contabilizou 269 caminhões com três eixos ou mais apenas no sentido Norte-Sul.
Em seguida, no sentido Sul-Norte, o trecho mais crítico fica na Via Expressa, entre a bifurcação com a Raul Barbosa e o cruzamento com a Avenida Padre Antônio Tomás, onde o órgão registrou a circulação de 205 caminhões de três ou mais eixos no período de 6h30 às 8h30. Os trechos monitorados foram BR-116 X Rua Cinderela, Raul Barbosa X Murilo Borges, Bifurcação com a Via Expressa até a Padre Antônio Tomás, Via Expressa até Santos Dumont, Via Expressa até Alberto Sá e Convergência Abolição com Via Expressa. O sentido Sul-Norte foi avaliado das 6h30 às 8h30 e o Norte-Sul, de 17h às 19h.
O empresário Ellison Machado, que tem um comércio na Rua José Vilar e mora no bairro Passaré, passa diariamente pelo trecho mais crítico, o sentido Norte- Sul, localizado entre a Raul Barbosa e o viaduto. Ele conta que, muitas vezes, evita sair do trabalho às 18h devido à quantidade de caminhões circulando no trecho. "Por exemplo, se eu sair da loja nesse horário, só consigo chegar em casa às 20h. Se sair às 19h30, chego às 20h também", relata Machado.
Estratégias
Segundo o chefe do núcleo de trânsito da AMC, Arcelino Lima, a partir dessa avaliação, o órgão tem como provar a necessidade urgente de se ampliar a restrição da circulação de caminhões para outras sete vias na Capital, são elas: Raul Barbosa, Dom Manuel, Aguanambi, Domingos Olímpio, Via Expressa, Mucuripe e Leste-Oeste. Ainda conforme Arcelino, a restrição vale para caminhões com três eixos ou mais, os quais não poderão circular de 6h às 8h30 e de 17h às 19h, sob pena de multa.
Ele explica que já foram realizadas algumas reuniões com o sindicato dos transportadores de cargas, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Rodoviária Estadual do Ceará nas quais todos os representantes concordaram a respeito da problemáticas de veículos articulados durante os horários de pico, como os reboques, caminhão cegonha, de combustível, entre outros acima de três eixos. "Com os dados nas mãos, vamos voltar à conversa e, assim, definir estratégias que não prejudiquem as empresas que necessitam desse transporte, por exemplo, onde os caminhões ficarão retidos esperando o horário de circulação, entre outras problemáticas", explica Arcelino Lima.
Proposta
Já o promotor de Justiça Gilvan Melo, coordenador do Núcleo de Atuação Especial de Controle, Fiscalização e Acompanhamento de Políticas de Trânsito (Naetran), acredita que a restrição não deve se limitar apenas às sete avenidas, mas a todas as vias de grande fluxo de Fortaleza e em um horário estendido de 6h às 21h. "Para melhorar a situação do trânsito da Capital, os caminhões devem circular apenas de madrugada", acredita.
A medida, conforme ele, deve beneficiar milhares de fortalezenses que circulam em percursos críticos, além de evitar futuros problemas de tráfego durante as obras de requalificação das vias para a Copa do Mundo.
Fluxo2,5% da frota total de veículos da Capital é de caminhões, segundo o Detran, ou seja, 19.600. A maioria desses veículos circula diariamente na cidade 205 caminhões circulam entre 6h30 e 8h30 na Via Expressa, na bifurcação com a Raul Barbosa e o cruzamento com a Avenida Padre Antônio Tomás

FIQUE POR DENTRO
Proibição existe desde 2010 em Fortaleza
Desde o dia 1º de março de 2010, a circulação de caminhões com tara (peso do veículo somado dos pesos da carroçaria e dos seus equipamentos), acima de 2,5 toneladas em dias úteis, das 6h às 20h, está proibida nos bairros Aldeota, Dionísio Torres, Meireles e Varjota.

As exceções são para caminhões que transportam água para hemodiálise nos hospitais, gás de cozinha, betoneiras para a construção civil, caminhões de mudança, recolhimento de lixo a serviço da administração pública, carros de reparo de redes de energia, água, esgotos e telecomunicações.
A infração, em caso de descumprimento, é considerada grave. A multa para quem cometer a violação é de R$ 85,00 e quatro pontos na carteira de habilitação.
Caso o condutor se recuse a cumprir a determinação, os agentes de trânsito são autorizados a remover o veículo. A Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC) orienta que, nos locais onde é permitido estacionar, as empresas realizem o serviço de carga e descarga em horários de menos movimento para evitar engarrafamentos.
De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran), a frota de caminhões corresponde a 2,5% da frota total de veículos da Capital, somando cerca de 19. 600 carros, grande parte circulando diariamente.
KARLA CAMILAREPÓRTER

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Após protesto no terminal da Parangaba, guardas municipais seguem para a Gomes de Matos


Os servidores da Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza se dirigiram a avenida Professor Gomes de Matos para dar continuidade ao protesto iniciado na manhã desta quarta-feira (1), no terminal de ônibus da Parangaba. Segundo o Sindicato dos Guardas Municipais da Região Metropolitana de Fortaleza (Sindiguardas-CE), os servidores devem se reunir e escolher um outro terminal de ônibus para uma nova manifestação, que será realizada na próxima quinta-feira (2).
Os guardas municipais realizaram um protesto nesta quarta-feira (1) em frente ao Terminal da Parangaba. Segundo o Sindiguardas, o protesto começou às 6h30 e durou até às 9h. De acordo com a Guarda Municipal de Fortaleza (GMF), a entrada e saída dos veículos foi obstruída, impedindo a passagem dos ônibus.
A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) comandou uma operação na parte externa do terminal, realizando permuta de coletivos, informa a GMF. O embarque e desembarque foi controlado pelos agentes operacionais e realizado nas vias Eduardo Perdigão e Carlos Amora. A situação no terminal já voltou a normalidade.
A Guarda Municipal informa que a direção geral da instituição não recebeu nenhuma comunicação oficial do sindicato da categoria sobre a possível paralisação das atividades. Ainda segundo a instituição, a direção geral está aberta a qualquer tipo de diálogo.
Reivindicações
De acordo com o sindiguardas, os servidores lutam pelo aumento salarial, a remuneração e a contagem correta da hora noturna e o recebimento do fardamento. Ainda segundo o sindicato, os servidores não recebem fardamento há três anos.
 Fonte:Diario do Nordeste