segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A cidade Cresce sem um Plano Diretor


Sem a regulamentação dos 19 instrumentos complementares e com os prazos de implantação todos estourados, especialistas debatem como seria a cidade se o PDPFOR funcionasse no cotidiano, na prática. Em que a população e a Capital ganhariam?Se, em 2009, quando foi sancionado pela Prefeitura, o Plano Diretor Participativo de Fortaleza (PDPFOR) se mostrava a salvação de todos os problemas urbanos da Capital, hoje parece ter virado apenas promessa. Sem regulamentação dos 19 instrumentos complementares e com todos os prazos para regulamentação vencidos, o PDPFOR está deixando de exercer o importante papel de orientar as políticas de desenvolvimento e expansão urbana de uma cidade que sofre com problemas de trânsito, moradia, degradação ambiental, uso e ocupação irregulares dos espaços que deveriam ser públicos. E como seria Fortaleza se o plano funcionasse no cotidiano, na prática?


Talvez a difícil convivência de cerca de 2,5 milhões de habitantes em um único território fosse menos conflituosa, por exemplo. À luz dos 327 artigos da lei 062/2009, as melhorias poderiam atingir setores como a redução no déficit habitacional, o fim das áreas de risco, a preservação ambiental, um melhor destino para onde a cidade deveria crescer, a orientação adequada dos fluxos de veículos, mais ciclovias, menos poluição, dentre tantos outros pontos detalhados no documento.


Como os artigos não saem do papel, não se tem como sequer imaginar se a cidade teria ou não melhorias claras. Uma grande indefinição que promete se arrastar ainda mais.


Após dois anos da criação, o PDPFOR passa, atualmente, por uma nova maratona de propostas de revisões e mudanças na Câmara Municipal. Novas 29 emendas estão sendo apresentadas pelos parlamentares, e podem ser votadas ainda neste mês em reunião da Comissão Especial, criada para discutir as tais alterações.


Polêmicas
Entre as propostas mais polêmicas de alteração, há uma que pode inviabilizar a implantação de algumas das chamadas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis). Uma terceira almeja revogar a lei da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) das Dunas do Cocó. Hoje, a cidade não possui, conforme orienta o Plano Diretor, uma lei específica de Mobilidade Urbana, de política habitacional, de arborização, de drenagem, de circulação viária, de transporte público, de estacionamento e tantas outras listadas e obrigadas pela tal legislação.


Preocupações
A lei municipal de uso e ocupação do solo, por exemplo, está caduca, data de 1996, e a gestão municipal não possui um Instituto de Planejamento e um Conselho de Desenvolvimento Urbano, assim reclama a professora do Departamento de Arquitetura da Universidade Federal do Ceará (UFC), Clarissa Sampaio.


Nas vésperas da chegada de um importante evento esportivo - Copa do Mundo de 2014 - a preocupação da professora é com os rumos que a cidade está tomando com essa inexistência, segundo ela, de diretrizes objetivas. "Fortaleza está sem regras. Por serem dinâmicas, as capitais precisam ter suas leis revistas e muito claras para se evitar que o interesse das minorias domine os espaços", frisa.


Frequentadora do bairro Dionísio Torres, Clarissa conta que diariamente vê flagrantes de irregularidades que poderiam ser evitadas com a regulamentação do plano. "Vou andando e me chateio com os camelôs que ocupam as calçadas, os estacionamentos irregulares, a primazia dos automóveis em detrimento ao transporte público e outros tantos males", diz.


Da mesma opinião, o vice-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-CE), José Sales, faz a crítica sobre a efetividade da lei. "O Plano Diretor é uma espécie de rainha da Inglaterra. Até tem poder de reinar, mas não manda em nada. É uma letra morta", diz Sales.


A funcionária pública Socorro de Castro, 53, nem bem conhece a tal lei, não leu os extensos artigos da complexa legislação, mas sabe reconhecer alguns dos "engodos" da grande e dinâmica cidade onde mora.


Habitante de um dos poucos sítios ainda existentes no bairro da Maraponga, ela sente a localidade ser engolida pelos prédios que surgem diariamente na paisagem. "Fortaleza está crescendo mais para o nosso lado, para o sul. Já estamos vendo a diferença. Nem tínhamos tanto trânsito como hoje. Daqui a uns dez anos, vamos virar a nova Aldeota. A cidade está se desenvolvendo que nem mato selvagem, de qualquer jeito", critica.


Críticas
A enfermeira Camila Viana, 27, diz sentir bem na pele a falta de um plano de mobilidade urbana. Sem carro próprio, ela tenta se deslocar na Capital quase numa saga interminável. Demora quase duas horas para cruzar a Avenida Bezerra de Menezes até o Parque do Cocó. Faz diariamente duas vezes este percurso num cansativo vai-e-vem.


"Seria tão bom se a gente tivesse corredores exclusivos, ônibus confortáveis, estímulo para o transporte público e vias menos esburacadas. Não falta só dinheiro, não, falta planejamento", afirma a jovem Camila.


A presidente da Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza (FBFF), Gorete Fernandes, afirma sonhar em ver o PDPFOR funcionando na prática.


Para ela, a Capital deveria ser pensada em sua amplitude, poder garantir a função social da terra, oferecer moradia digna, parcelar o solo, proteger as lagoas, direcionar os pontos de crescimentos e vazios com as Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis). "Se não está cumprindo com o seu objetivo de integrar as políticas, regular o uso e preservar o patrimônio, ele não serve, é um enfeite", finaliza Gorete.


O que eles pensam

Entraves para execução do Plano Diretor
No caso de Fortaleza, embora o Plano Diretor Participativo tenha sido promulgado em 2009, ainda falta-lhe efetividade. Isso se explica pelo fato de que as demais leis que integram o planejamento da cidade e que complementam o próprio plano (lei de uso e ocupação do solo, lei de parcelamento do solo, código de obras e posturas, dentre outras) não foram sequer propostas pelo Executivo Municipal. Assim, muito do que foi pensado para a cidade encontra-se sem nenhuma aplicabilidade. Em relação à mobilidade urbana e ao trânsito, o Plano Diretor por si só não basta para solucionar todos os problemas. É preciso que o município crie uma política de mobilidade. Mas, alguns dos instrumentos do Plano poderiam contribuir para a questão. O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), por exemplo visa a evitar que empreendimentos geradores de tráfego sejam instalados em áreas cujo sistema viário já esteja saturado. Como o EIV ainda não foi regulamentado pelo Município, sua aplicação não ocorre em nenhum caso. Quanto à gestão democrática da cidade, uma das diretrizes do Estatuto da Cidade, Fortaleza falha ao não instituir um Conselho deliberativo. Esse conselho deveria analisar os projetos de grande impacto e definir os rumos da política urbana. Atualmente, são praticamente inexistentes os canais de interlocução, o que faz com que o planejamento seja mais excludente.



Henrique Botelho
DIRETOR INST. DIREITO URBANÍSTICO (IBDU)


A cidade está carente por exemplo, do Plano do Sistema Viário Básico, que define hierarquias, funções, futuros alargamentos, disciplina estacionamentos, projeta abertura de novas vias. Em Fortaleza, hoje, circulam mais de 500 mil veículos, numa malha viária projetada há mais de 20 anos e sem intervenções estruturais há mais de cinco anos. Fortaleza ressente-se também de regulamentação para o monitoramento do ambiente natural, ainda que inserido no perímetro urbano. Aplica-se na proteção dos ecossistemas naturais, e no controle e fiscalização de temas como Poluição do ar, da água, visual, sonora, e um Código de 1981, forçando adaptações de legislações, muitas vezes questionadas na sua legalidade. Será que a cidade desempenhará o papel a ela confiado, por ocasião desses jogos da Copa de 2014? E a população sairá ganhando ou perdendo? É difícil prever, enquanto não se retomarem as rotinas e práticas de planejamento em Fortaleza. A continuidade do processo de detalhamento do Plano Diretor deve acontecer com a reinauguração desse sistema. Fortaleza necessita de um órgão de planejamento que seja autônomo, técnico na sua concepção e formação e que sirva para desencadear o processo de detalhamento do Plano Diretor, atendendo inclusive ao que estabelece o Título IV, quando reconhece a necessidade de instituir um "Sistema Municipal Integrado de Planejamento Urbano".


Regina Costa e Silva
DIRETORA DE POLÍTICA URBANA DO IAB


Fortaleza foi tratada, durante muito tempo, como um território homogêneo. A cidade foi objeto de diversos projetos e planos urbanos que desconsideraram aspectos de seu ambiente natural, social e econômico. Regia-se apenas a tal "cidade oficial", quando a maior parte dos planos urbanos, muitos nem sequer colocados em prática, sugeriam intervenções puramente funcionais, estéticas, físicas ou que apenas validavam processos de crescimento urbano já em andamento. Neste contexto histórico desanimador, o que foi modificado pelo atual Plano Diretor em vigor desde fevereiro de 2009? A legítima democratização do planejamento e da gestão de nossa cidade, junto à capacidade instrumental de reduzir a injustiça socioespacial, foram os principais ganhos. Recai sobre o poder público municipal a responsabilidade de executar a política de desenvolvimento urbano. Isto quer dizer que a Prefeitura do município, seja qual for a gestão, tem como obrigação viabilizar mecanismos para executar necessariamente o que está contido no plano e viabilizar o compartilhamento da gestão com a população. O Plano Diretor não é uma peça puramente científica ou técnica, mas política. Na ausência de vinculação estreita entre planejamento e gestão urbana, a segunda cria formas de gerenciar os espaços da cidade de acordo com seus interesses.


Camila Girão
Prof. Planejamento Urbano da UNIFOR

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

PONTO ELETRÔNICO


Na última semana de agosto, foi realizada a última reunião do grupo de trabalho criado para discutir o novo ponto eletrônico. Empresários apresentaram alternativas ao REP, mas elas não foram aceitas por representantes do Ministério do Trabalho. Os empresários haviam sugerido que as empresas tivessem a opção de registrar os horários de entrada e saída dos empregados por meio de sistemas eletrônicos, com certificação digital, e tirava a necessidade da concordância do trabalhador com o sistema alternativo ao novo ponto eletrônico, já que dispensava o acordo coletivo para utilizá-lo.
Venda de aparelhos
A Associação Brasileira das Empresas Fabricantes de Equipamentos de Registro Eletrônico de Ponto (Abrep) informa que até final de julho deste ano já foram vendidos 260 mil equipamentos desde que a portaria foi lançada. Não há números atualizados.
Dimas de Melo Pimenta III, presidente da Abrep e vice-presidente da Dimep, fabricante de aparelhos de ponto eletrônico, informa que a procura no mês de agosto, quando o novo ponto estava previsto para entrar em vigor em 1º de setembro, aumentou em 50% em comparação com os meses anteriores. Já em setembro, o aumento foi de 20% na procura em relação aos demais meses. Segundo Dimas, a procura tem sido maior por pequenas e médias empresas.
Dimas diz que, por causa da competitividade e da evolução dos próprios equipamentos, os valores dos aparelhos caíram a ponto de custarem o mesmo que os relógios usados antes do lançamento da portaria 1.510.
“Os aparelhos tiveram preço reduzido desde os primeiros meses de comercialização para cá. Os mais simples para as pequenas e médias empresas têm valor médio de R$ 1,7 mil. Já os mais caros custam cerca de R$ 3,8 mil”, diz.
Segundo Dimas, o tempo médio entre a implantação e o funcionamento do aparelho é de cerca de três semanas para pequenas e médias empresas (que tenham entre 50 e 100 funcionários). “Tem que cadastrar funcionários, criar regras, treinar os empregados e fazer ajustes de procedimento interno da empresa”, diz. De acordo com ele, é comum as empresas colocarem um relógio por departamento para ter uma medição mais precisa do horário dos empregados.
"Quanto mais próximo [o ponto eletrônico] do funcionário, melhor para medir o horário e sai mais barato ter perto do departamento do que pagar hora extra. Hoje a tendência é usar equipamentos menores e mais pulverizados", afirma Dimas.


As empresas que optarem por usar o novo ponto eletrônico devem preencher o cadastro dos equipamentos no site do Ministério do Trabalho e Emprego, através do endereço eletrônico http://portal.mte.gov.br/pontoeletronico. O cadastro é para que os empregadores se protejam contra eventuais fraudes. No site do Ministério do Trabalho existe uma lista das empresas e aparelhos homologados. São 29 empresas e 117 modelos de relógios homologados.
Como é o novo ponto
O ponto eletrônico está programado para emitir um comprovante a cada vez que o empregado bater o ponto, além de o relógio não poder ser bloqueado nem ter os dados editados.
Ouvidas pelo
A portaria diz que nos primeiros 90 dias após a entrada em vigor da obrigatoriedade, a fiscalização terá caráter de orientação. Nas duas primeiras visitas à empresa, o auditor-fiscal do trabalho dará prazo de 30 a 90 dias para as empresas se adaptarem. A partir da terceira visita é que começa a ação repressiva, segundo o ministro Lupi.
G1 em junho de 2010, as entidades criticavam, entre outros aspectos, a obrigação de impressão do comprovante, o custo para adquirir os novos relógios e a possibilidade de demora e geração de filas enquanto os trabalhadores aguardassem para a emissão do papel. Em julho, o ministério divulgou comunicado dizendo que o processo seria rápido e não provocaria filas.



Fonte: Site G1

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Greve não é prioridade na comissão de Educação

 
Deputados estaduais que formam o colegiado na Assembleia afirmam que estão ocupados com outros debates na Casa
A greve dos professores estaduais do Ceará parece distante do fim. Desde o início de agosto, a categoria decidiu pela paralisação por não aceitar o salário de R$ 1.187,97, proposto pelo Governo do Estado. A decisão dos professores afeta 487 mil estudantes que pertencem à rede estadual de ensino formada por 660 escolas. Até agora, o assunto ainda não foi debatido na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa.

Foi à Assembleia que os professores recorreram algumas vezes para que fosse reaberto o canal de negociação com o governador do Estado, Cid Gomes (PSB). Na última quinta-feira, dia 29, a categoria lotou as dependências do Legislativo cearense manifestando-se contrária à mensagem enviada pelo Executivo criando nova tabela de vencimentos para os profissionais de nível médio.

Apesar dos apelos e do tumulto a matéria foi aprovada. Um dia depois, na sexta-feira, dia 30, os professores decidiram, após uma reunião ocorrida na Avenida Desembargador Moreira, em frente à Assembleia Legislativa, por continuar a paralisação, o que significa que os estudantes de escolas públicas do Estado já somam quase dois meses sem aula.

A Comissão de Educação da Assembleia, responsável por discutir "assuntos atinentes à educação em geral", conforme dita o artigo 48 do Regimento Interno da Casa, ainda não se reuniu para debater o problema. Quando a greve dos profissionais do magistério completou um mês, o Diário do Nordeste publicou uma matéria mostrando que o assunto ainda não tinha sido abordado no colegiado.
Mudança
Passados quase 30 dias, não houve mudança. O colegiado continua sem abordar o tema. A deputada Bethrose (PRP), que assumiu a presidência da comissão, durante a licença da deputada Rachel Marques (PT), alega que tentou reunir o colegiado algumas vezes, mas afirma que foi difícil haver quórum para debater os assuntos do grupo.

Conforme a parlamentar, a comissão recebeu um ofício, na semana passada, do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), pedindo a realização de uma audiência pública para discutir a valorização do magistério. Mas de acordo com a parlamentar o pedido não pode ser apreciado pela comissão por falta dos membros do grupo que não participaram da reunião ordinária marcada para ocorrer sempre às terças-feiras, às 14h30.

Bethrose disse ter tido dificuldade para reunir os membros da Comissão de Educação formada por sete membros. Além de Bethrose e Rachel Marques, compõem o grupo os deputados: José Teodoro (PSDB), Dedé Teixeira (PT), Júlio César Filho (PTN), Inês Arruda (PMDB) e Manoel Duca (PRB).

Os deputados estaduais Professor Teodoro e Dedé Teixeira admitiriam estar afastados dos trabalhos da comissão de Educação. No caso do tucano, o motivo para isso é o fato de estar atarefado com outras atividades na Assembleia, como a coordenação de duas subcomissões. Dedé Teixeira também apresentou a mesma razão: vem se dedicando a debates sobre outros assuntos, como a Reforma Política e a Caatinga.
Sozinha
A deputada Bethrose pondera que, sozinha, não poderia tomar as decisões pela comissão de Educação, que deve decidir com os seus membros, os debates e ações a serem realizados. Além do prejuízo da falta de discussão sobre o problema da greve dos professores da rede pública de ensino do Estado, a deputada estadual, que preside o colegiado no momento, aponta que o colegiado possui muitos projetos acumulados que ainda não foram apreciados por falta de quórum.

A licença de 120 dias tirada pela deputada estadual Rachel Marques, por motivo de saúde, terminou na última sexta-feira. Nesse dia não houve sessão, devido ao tumulto do dia anterior quando a Casa aprovou mensagem do Governo que desagradou os professores.

Portanto, a petista deve retomar suas atividades nesta semana, dentre elas a presidência da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa.
 
Fonte: Diario do Nordeste.
 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

EMPRESA MULTICARGAS

Denuncia Multicargas

Na primeira visita que aconteceu na Multicarga foi solicitado a fiscalização do Ministério Publico do Trabalho para melhorar e as condições de trabalho do local, estivemos hoje dia 28 de setembro de 2011 na  segunda  visita a transportadora multicargas e encontramos um verdadeiro descaso com os trabalhadores, são muitos os problemas repassados para o sindicato, e podemos ver pessoalmente que a multicarga não oferece condições de trabalho humano para seus colaboradores, podemos citar alguns fatos que  agride direto os  trabalhadores, que são  previsto pela convenção e de conhecimentos dos empresários de cargas.
Vamos novamente reforçar o pedido para Ministério do Trabalho, para que esse descaso e falta de respeito com estes trabalhadores de um basta.
A empresa multicarga não oferece:
Local para descarga (plataforma).
Vale transporte para os funcionários,
Vale refeição .
Cesta básica.
Não assina a carteira de muitos colaboradores (avulso).
Opera no local cheio de lama e mosquito.
Não dispõem de material para facilitar a carga e descarga.
No momento que chegamos ao local fragamos um trabalhador em cima de carreta sem EPI e correndo risco de acidente de trabalho. O sindicam-ce não partilha de tal falta de insanidade de um gerente ou empresário que se aproveita da miséria de pessoas que necessitam de trabalho, e são obrigadas a trabalhar sem respeito e dignidade em condições miseráveis.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

IDADE MEDIAS DO CAMINHÕES RODANDO NAS BRS E DE 8,9 ANOS


Três fases da Pesquisa Nacional de Tráfego permitirão a estimativa de tráfego nos principais estradas, envolvendo o combate à poluição


O levantamento se deu entre os dias 23 e 30 de maio, em 22 locais. Hoje, tem início a segunda etapa da enquete, que também vai durar uma semana, mas em 120 lugares. Segundo o ministério, a pesquisa foi reforçada em setembro devido ao maior volume de cargas a serem transportadas, já que o período é de escoamento da safra de grãos.

A terceira fase será em novembro, e, assim como a primeira, é importante para o registro de carregamento de produções escoadas em períodos sazonais. O objetivo dos três períodos de pesquisa é permitir a estimativa de tráfego nos principais eixos de transporte, abrangendo todas as variáveis da produção nacional.

Com os resultados da pesquisa, o Ministério dos Transportes revisará as estimativas dos fluxos rodoviários de cargas e passageiros das estradas federais, além de subsidiar o Plano Nacional de Logística e Transportes.

Poluentes
Investimentos e políticas públicas que melhorem o transporte público podem ser a saída para manter os níveis de emissão de poluentes sob controle e reduzir a liberação de gases de efeito estufa da frota brasileira. 

A avaliação está em um comunicado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançado ontem, Dia Mundial Sem Carro. O estudo destaca avanços na redução gradativa do nível de emissão de poluentes da frota nacional, por meio do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve).

Mas, avalia que os ganhos estão sob risco se não forem estabelecidas medidas que estimulem o uso de transporte coletivo e aumentem a eficiência individual dos veículos. (da Folhapress)

Como

ENTENDA A NOTÍCIA

As informações da Pesquisa Nacional de Tráfego são coletadas por militares do Exército. Eles abordam motoristas por amostragem e fazem entrevistas sobre a origem, destino e outras informações socioeconômicas.

VEÍCULOS NAS ESTRADAS

Passeio
- Quantidade: 865.598 
- Idade média da frota: 5,6 anos
  
Ônibus
- Quantidade: 45.739 
- Idade média da frota: 8,4 anos
  
Motos
- Quantidade: 89.915 
- Idade média da frota: 4,4 anos

Carga
- Quantidade: 623.100 
- Idade média da frota: 8,9 anos

Fonte: O Povo

A idade média dos caminhões que circulam pelas rodovias federais do Brasil é de 8,9 anos, segundo levantamento parcial realizado pelo Ministério dos Transportes. A informação foi apurada na primeira fase da Pesquisa Nacional de Tráfego, que coletou dados de 1,6 milhão de veículos em 16 rodovias federais, de 11 estados.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

SEMANA NACIONAL DE TRÂNSITO


Na Semana Nacional de Trânsito Pare, Pense e Mude de atitude

Iniciativa do Ministério das Cidades por meio do Denatran propõe aos motoristas a conscientização do respeito às leis de trânsito 
O dado da Organização Mundial da Saúde é alarmante: cerca de 1,3 milhões de mortes por acidente de trânsito em 178 países contabilizados em 2009. Desse montante a falha humana lidera as causas da violência no trânsito. Para driblar essa estatística, o Ministério das Cidades por meio do Denatran e em parceria com outros órgãos federais e estaduais, lança dia 18 de setembro mais uma campanha educativa. O objetivo é conscientizar o cidadão sobre a necessidade de respeito às regras de convivência no trânsito.
Juntos Podemos Salvar Milhões de Vidas é o tema da Semana Nacional de Trânsito 2011 que será de 18 a 25 de setembro em todo o território nacional. O lançamento será na cidade de Salvador/BA com uma caminhada que terá a presença do Ministro das Cidades, Mário Negromonte e do Governador da Bahia, Jacques Wagner. A ação soma-se a Década Mundial de Ações para a Segurança no Trânsito instituída em 2010 pela Organização das Nações Unidas que possui o intuito de reduzir em até 50% os índices de mortes no mundo no período de 2011 a 2020.
Paralelamente a Semana Nacional do Trânsito, dia 22 de setembro será celebrado o Dia Mundial sem Carro. A ação visa conscientizar os cidadãos para os possíveis prejuízos de uso excessivo de carros e motos em detrimento de meios que possam promover a sustentabilidade.
Dando continuidade ao que foi proposto pelo movimento PARADA – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes, a campanha Semana Nacional de Trânsito pretende provocar a reflexão nos atores do trânsito – motoristas, motociclistas, pedestre e ciclistas - a fim de fazer com que a fiscalização e as regras sejam percebidas como algo benéfico para toda a sociedade, independentemente da presença ostensiva da fiscalização.
A proposta apresentada para a Semana pelo MinCidades e Denatran é modificar o cenário atual, no qual o trânsito se insere em um contexto sociocultural. O ser humano, no papel de cidadão deve se envolver no respeito às regras independente da fiscalização, além de adotar comportamentos compatíveis com as necessidades de um trânsito seguro. Já os agentes precisam intensificar e melhorar os instrumentos de fiscalização e controle.
O grande desafio é minimizar as estatísticas negativas ocasionadas pela cultura da transgressão às regras de trânsito. O foco da campanha faz com que o cidadão reflita sobre a diferença ao agir de forma intuitiva de acordo com avisos e regras do dia a dia, como: “Perigo! Alta Tensão” ou “Cuidado! Cão Bravo” e a negligência cultural com as regras de trânsito. Porque diante de normas como essas a pessoa atenta ao comando e não faz o mesmo em relação ao trânsito?   
O material publicitário que terá abrangência nacional consiste em quatro filmes publicitários de trinta e quinze segundos; peças gráficas incluindo anúncios, cartazes e folderes; mídia alternativa como MUBs (mobiliário urbano), busdoor, motodoor, taxidoor; ações especiais em restaurantes, aviões, bares, casas noturnas e no Rock in Rio; internet e redes sociais
O DENATRAN .com  finalidade de atingir todos os estados brasileiros espera que todos os DETRANs realizem blitz educativas durante a Semana Nacional de Trânsito. Já, no MinCidades, de 20 a 23 de setembro serão apresentadas aos colaboradores esquetes sobre o evento provocando reflexão a respeito da importância de repensar a prática cotidiana nas ruas.
Vale ressaltar que para atingir a eficácia na transformação do trânsito em um espaço pacífico e seguro para todos é essencial que haja o engajamento da sociedade, governo, entidades, ONGs e grandes empresas ao movimento Parada – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes no Trânsito.
Empresas como: Pirelli, Volkswagen, Instituto Renault e Seguradora Porto Seguro já apoiam o Pacto por meio de atividades internas de conscientização dos funcionários, divulgação das peças publicitárias da campanha, além de ações de guerrilha em Universidades, cruzamentos e municípios onde as fabricas estão instaladas.
Faça sua parte! Conheça a campanha e ajude a divulgar essa parada pela vida. É possível fazer o download da campanha e reproduzir todo o material acessando o site – www.cidades.gov.br  
Fonte: Denatran

terça-feira, 20 de setembro de 2011

ALERTA PERIGO NAS ESTRADAS


A semana visa conscientizar sobre os perigos da embriaguez ao volante, com brindes e folhetos educativos
Sobral. Começa hoje a Semana Municipal de Trânsito. Por meio da Coordenadoria de Trânsito e Transporte Urbano do Município, Sobral realiza, até domingo, eventos para chamar a atenção sobre o problema. O tema deste ano é "Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020: Juntos, Podemos Salvar Milhões de Vidas".


A semana marca o início de uma série de ações que os países que integram a Organização das Nações Unidas (ONU) devem fazer para atingir índices significativos de redução de acidentes e mortes causadas no trânsito. Com isso, a Coordenadoria de Trânsito e Transporte Urbano, Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e o curso de Psicologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) unem-se para somar esforços na conscientização da segurança no trânsito.


Durante esta semana serão ministradas palestras em escolas, entrevistas nas principais rádios, intervenções educacionais nas principais vias de Sobral, mostra de fotos, exibição de filmes em praças, bicicletada em comemoração ao Dia Mundial sem Carro (na quinta-feira) e blitze educativas nos principais bares e restaurantes da cidade, com apoio da equipe do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).


Limoeiro do Norte
Hoje pela manhã, acontece no na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Limoeiro, uma audiência com a participação dos vereadores e da sociedade, tendo por principal convidado o superintendente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), João Aguiar Pupo.


O principal tema é o transporte coletivo intermunicipal realizado pela empresa de ônibus São Benedito, que detém com exclusividade a maior parte das rotas de ônibus no Vale do Jaguaribe e Litoral Leste.


Ônibus lotados, desconfortáveis e a falta de higiene já foram motivos de denúncias publicadas no Caderno Regional. A audiência foi solicitada pela vereadora Maria Nadir. De acordo com ela, existe forte reclamação da comunidade limoeirense quando precisa se deslocar para Fortaleza. A audiência acontece a partir das 11horas, no auditório da OAB, próximo à Prefeitura Municipal.